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Especialistas debatem desafios da mobilidade elétrica no Brasil

 Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica acontece entre os dias 16 e 19 de novembro. Especialistas do setor público e privado participam dos quatro dias do evento.

Pauta fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, a Mobilidade Elétrica tem reflexos imediatos e importantes nos indicadores de saúde e emprego, por exemplo. De acordo com o estudo Uma Nova Economia para uma Nova Era: Elementos para a Construção de uma Economia Mais Eficiente e Resiliente para o Brasil, a implementação de ações de economia verde específicas para determinados setores produtivos pode incrementar, até 2030, R$ 2,8 trilhões à economia do país, além de dois milhões de empregos. O estudo é liderado pelo WRI Brasil e pela New Climate Economy.

Nesse sentido e considerando que o Brasil precisa reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, conforme o compromisso firmado, em 2016, no Acordo de Paris da Convenção de Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), especialistas nacionais e internacionais participam da 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, que será realizada entre os dias 16 e 19 de novembro de 2020. A iniciativa acontece em formato 100% digital e debaterá o tema com profundidade. Inscrições gratuitas em: https://evento.pnme.org.br/inscricao/

O evento faz parte das ações da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), iniciativa lançada em 2020 e que agrega mais de 30 instituições da indústria, poder público, sociedade civil e academia, tendo o papel de fomentar o desenvolvimento do setor no país.

O coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME, Marcus Regis, destaca que o evento conta com a participação dos principais atores no país com envolvimento na pauta, além de representantes de entidades, governos  e empresas internacionais que, sem dúvida, irão abordar os melhores caminhos para o Brasil tornar realidade a implementação de políticas  públicas para a mobilidade elétrica.

“A semana da mobilidade elétrica faz parte das ações em prol da meta para o Brasil reduzir os seus índices de gases poluentes, visto que para tornar possível esse objetivo precisamos do trabalho e envolvimento de todo o ecossistema, principalmente do setor de transportes. A implementação de políticas com esse propósito é urgente e fundamental para a retomada econômica no contexto mundial, ou seja, essas ações precisam levar em conta um futuro com carbono neutro. Dessa forma, entendemos que a 1ª Conferência da PNME será uma importante contribuição para essa mudança de cenário, com debates técnicos e apresentação de estudos”, disse.

PROGRAMAÇÃO

A programação do evento contempla temas como: Governança e cooperação para a Mobilidade Elétrica no Brasil; A Mobilidade Elétrica como tema fundamental para a sustentabilidade econômica e ambiental no Brasil; Desafios brasileiros para a implantação da Mobilidade Elétrica; e Ações concretas para promover a Mobilidade Elétrica no Brasil.

A programação completa está disponível em: https://evento.pnme.org.br/programacao/

 PALESTRANTES CONFIRMADOS 

Marcus Regis, coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME; Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS (Instituto Clima e Sociedade) e coordenador-executivo da PNME; Jens Giersdorf, diretor de projeto na GIZ; Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS); Fernando Araldi, analista de Infraestrutura do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); Cristina Albuquerque, gerente de Mobilidade Urbana do WRI Brasil (World Resources Institute); Valter Luiz Knihs, diretor de Sistemas e Mobilidade Elétrica da WEG Equipamentos Elétricos;  Edgar Barassa, empreendedor e pesquisador da Barassa & Cruz Consulting (BCC); Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies Brasil;  Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP).

E:  Guillermo Madrid, Project Officer da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); Tais Fonseca de Medeiros, especialista em Transporte Urbano do Banco Mundial;  Anie Amicci, gerente de Mobilidade Urbana do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES); Ana Jayme, assessora de Investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC); Rodrigo Tortoriello, presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana; Sergio Avelleda, Urban Mobility Director do WRI – World Resources Institute; Beatriz Rodrigues, coordenadora de Transporte Público do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP Brasil); Victor Andrade, coordenador do Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB-UFRJ);  Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike; Flavia Consoni, professora da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Além de: Kelly Fernandes, analista em mobilidade urbana no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Roberta Knopki, assessora técnica da GIZ; Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP); Camila Gramkow, oficial de Assuntos Econômicos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL);  Carolina E. Genin, diretora de clima do WRI Brasil – World Resources Institute Brasil; Bianca Macêdo, engenheira de Transportes da Prefeitura de Fortaleza; Ricardo Zomer, coordenador na Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Ministério da Economia; Monica Araya, Transport Lead na Climate Champions; Ilan Cuperstein, vice-diretor regional para a América Latina na C40; entre outros especialistas.

DADOS DO SETOR

De acordo com dados do WRI Brasil, estima-se que a poluição do ar nas principais regiões metropolitanas e capitais, no Brasil, esteja ligada a cerca de 20,5 mil mortes ao ano em decorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias e seja responsável, ainda, por 5,2% das internações de crianças e 8,3% de adultos (por doenças respiratórias). Já o custo anual aproximado em hospitalizações e ausências no trabalho chega a R$ 30 milhões, em função do impacto de cerca de 130 mil casos de faltas ao trabalho por doenças associadas à poluição.

SOBRE O TRABALHO DA PLATAFORMA NACIONAL DE MOBILIDADE ELÉTRICA (PNME)

A PNME começou a partir de um diagnóstico elaborado no segundo semestre de 2019, tendo o seu início oficial em fevereiro de 2020. A liderança e o planejamento estratégico são feitos por um Conselho Gestor, formado por um grupo de instituições que incluem órgãos governamentais, agências, indústria e sociedade civil. O Secretariado-Geral, sob coordenação do Ministério Alemão de Cooperação Econômica e para Desenvolvimento, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, juntamente com o iCS (Instituto Clima e Sociedade), é responsável pela gestão da plataforma e organização das atividades.

Para Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS e coordenador-executivo da PNME, a falta de competitividade é um fator que ainda dificulta o crescimento da eletrificação no mercado brasileiro. “Temos o desafio aqui de mudar a lógica do mercado. Em outros países as montadoras já estão olhando para esse futuro, mas aqui a discussão é tímida. Precisamos focar na transição do veículo movido por combustíveis fósseis para o de zero emissões. O Brasil tem que olhar para a economia do futuro, que com certeza não é baseada nos veículos movidos a combustíveis fósseis”, completou.

SERVIÇO

1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica

Data: dias 16, 17, 18 e 19 de novembro de 2020 (segunda a quinta)

Formato: 100% digital

Inscrições gratuitas: https://evento.pnme.org.br/inscricao/

Promoção: Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica – PNME

Organização: Necta – www.nectainova.com.br

Mais informações: https://evento.pnme.org.br/

O credenciamento imprensa está disponível em: https://evento.pnme.org.br/credenciamento-imprensa/

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ABVE lamenta morte da ciclista Marina Harkot e pede mais segurança

Para Associação Brasileira do Veículo Elétrico, responsabilidade no trânsito é tarefa de todos

A morte trágica da cicloativista Marina Harkot no último dia 8/11, numa conhecida avenida de São Paulo, reabre o debate sobre os perigos do trânsito nas cidades brasileiras, especialmente para os modais de transporte mais vulneráveis a acidentes.

Para a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, os futuros prefeitos devem dar clara prioridade tanto à segurança dos pedestres quanto dos usuários de veículos levíssimos, como bicicletas, e-bikes, monociclos, patinetes, motocicletas e scooters.

A ABVE defende investimentos em sinalização, iluminação e fiscalização de avenidas, ciclovias e ciclofaixas, mas acima de tudo apoia enfaticamente programas de educação de trânsito para todos os modais de transporte. Esse tema deveria estar no topo da agenda dos candidatos nesta eleição.

IMPRUDÊNCIA

Cabe registrar que, na mesma semana em que Marina foi a vítima indefesa de um motorista de automóvel provavelmente negligente e omisso, começou a circular nas redes sociais um vídeo em que um condutor de monociclo elétrico exibia-se em manobras arriscadas e sem equipamentos de proteção, na Marginal Pinheiros, até desabar no asfalto e quase ser atropelado.

Esse incidente impõe uma reflexão: se as cidades brasileiras podem ser mortais até para os ciclistas mais conscientes e cautelosos, como era o caso de Marina Harkot, não pode haver tolerância com a imprudência por parte dos usuários de veículos levíssimos, que são os maiores interessados na segurança no trânsito.

Não há veículos perigosos em si mesmos; há, sim, infraestrutura de trânsito deficiente e condutores imprudentes. Há os deveres das autoridades e há os deveres de cada motorista. Caminham juntos.

Para a ABVE, é preciso romper com a lógica da violência e do risco impune nas ruas e avenidas– mas essa é uma tarefa de todos. Criar cidades mais amigáveis é obrigação do Poder Público, mas também de cada condutor de veículo de transporte e de todos os cidadãos.

São Paulo, 11 de novembro de 2020

Rui Almeida
Márcio Canzian
Diretoria de Veículos Levíssimos da Associação Brasileira do Veículo Elétrico

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ABVE e Instituto de Engenharia: parceria pela eletromobilidade

A ABVE e o Instituto de Engenharia (IE) assinaram acordo para desenvolver uma série de debates sobre eletromobilidade e mobilidade urbana.

O acordo consolida a parceria entre a entidade representativa de toda a cadeia produtiva da mobilidade elétrica no Brasil e o IE, que reúne os mais qualificados profissionais e especialistas em transporte público, desenvolvimento urbano e qualidade de vida nas metrópoles brasileiras.

O acordo foi firmado no dia 28/7/20, pelo presidente da ABVE, Adalberto Maluf, e o presidente do Instituto de Engenharia, Eduardo Lafraia, numa solenidade digital com a participação de diretores das duas entidades.

“Estamos orgulhosos de colaborar com uma organização com a credibilidade e a tradição de competência técnica do Instituto de Engenharia” – disse Adalberto Maluf, presidente da ABVE.

“Neste grave momento de incertezas, a atuação das duas entidades qualificará o debate nacional sobre o futuro do transporte no Brasil e da mobilidade nas cidades brasileiras num cenário pós-pandemia”

O presidente do IE, Eduardo Lafraia, destacou a atuação centenária do Instituto frente às questões em prol do desenvolvimento do Brasil, sempre de forma isenta.

“Essa parceria reforça o nosso comprometimento e a preocupação com esses temas de extrema importância para a população brasileira. Precisamos discutir, e muito, a mobilidade urbana e maneiras de melhorar os modais de transporte em nosso País”.

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Natalini cobra implementação da lei dos ônibus de São Paulo

O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) voltou a cobrar da Prefeitura de São Paulo a implementação da Lei 16.802/2018, que determina a conversão dos ônibus a diesel para veículos de baixa emissão.

Ele encaminhou ofício à secretária municipal de Mobilidade e Transportes, Elisabete França, a rápida aplicação da lei de sua autoria, aprovada pela Câmara Municipal no final de 2017.

De acordo com o médico especialista em patologia e saúde ambiental Paulo Saldiva, morrem todos os anos, em torno de cinco mil pessoas por conta da poluição do ar na cidade de São Paulo.

Os veículos pesados, entre eles os ônibus da frota municipal, mesmo sendo apenas 5% da frota do município, são responsáveis por cerca de metade da poluição do ar da cidade, diz Natalini.

Ele lembrou que o cronograma de redução de emissões de poluentes da frota municipal de ônibus, previsto no art. 50 da Política Municipal da Mudança do Clima -PMMC (14.933/09) não foi cumprido, dez anos depois de ter sido promulgado.

Por isso, em 2017, apresentou com outros vereadores um substitutivo ao PL 300/2017, com amplo apoio da sociedade e da ABVE.

Este substitutivo  – que se transformou na Lei 16.802/2018 – estabeleceu um novo cronograma de redução de emissões de poluentes atmosféricos para a frota municipal de ônibus.

O Projeto de Lei foi aprovado em 14 de dezembro de 2017 em plenário, e sancionado pelo então prefeito João Doria, passando a vigorar a partir de 17 de janeiro de 2018.

Adicionalmente, o decreto n° 58.323, de 16 de julho de 2018, definiu as competências, a composição e o funcionamento do Comitê Gestor do Programa de Acompanhamento da Substituição de Frota por Alternativas Mais Limpas (Comfrota-SP).

No entanto, até o meio de 2020, passados mais de dois anos após a promulgação da Lei 16.802/2018, os ônibus novos que entraram no sistema de transporte público municipal continuaram sendo veículos convencionais movidos a diesel, e não veículos elétricos ou híbridos de baixa emissão.

A única exceção foi a frota experimental de 15 ônibus elétricos que foram colocados em operação comercial na cidade para teste.

“É como se a nova legislação ambiental sobre corte de poluentes no transporte simplesmente não estivesse em vigor” – criticou Natalini.

“Isso ocorreu apesar da licitação em curso, lançada pela Prefeitura Municipal para a renovação das frotas, expressamente apoiar as metas ambientais prevista na nova Lei”.

O cumprimento da lei é fundamental para a saúde e o meio ambiente da cidade, uma vez que, prevê a diminuição, até 2028, de 90% da poluição por material particulado e 50% da redução dos gases de efeito estufa emitidos pelos ônibus da frota municipal.

Até 2037, o corte previsto na lei deve chegar a a 95% do material particulado e a 100 % dos gases de efeito estufa.

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O que vem primeiro, os veículos elétricos ou a infraestrutura para eles?

Afinal, o que vem primeiro, os veículos elétricos (VEs) ou a infraestrutura para o seu abastecimento? Pelo que podemos observar, quem vem vindo antes neste dilema são os veículos. Aqui no Brasil o movimento acontece, principalmente, a partir dos early adopters ─ que são as pessoas mais dispostas a usarem novas tecnologias, pelas próprias montadoras e empresas do setor de mobilidade elétrica, mas é seguido bem de perto pela infraestrutura, que cresce de acordo com o aumento da frota. 

Nos países da Europa, por exemplo, onde o setor está mais avançado, o crescimento também aconteceu dessa forma, com o aumento da frota de veículos puxando a infraestrutura. A diferença é que lá a expansão se deu por incentivos governamentais, com o objetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, e também pela redução do custo da produção de baterias. Segundo Raphael Pintão, sócio-diretor da NeoCharge, empresa pioneira em infraestrutura para veículos elétricos, a expectativa de crescimento no Brasil é exponencial para os próximos anos, com participação cada vez maior do veículo elétrico puro ─ o BEV ─ na vida dos brasileiros e, consequentemente, o desafio de criar uma rede de abastecimento para residências, comércios e rodovias.

Ainda que mais lento, em relação a outros países, o setor está crescendo e se consolidando aqui no Brasil. Houve avanços consideráveis nos últimos anos como a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos elétricos e a Resolução Normativa nº 819/2018 da ANEEL, que regulamenta a cobrança de recarga para veículos elétricos. Já em relação à infraestrutura, vale citar as leis que obrigam a instalação de carregadores em determinados tipos de empreendimentos, que já são aplicadas nas cidades de Brasília e São Paulo. E para os proprietários/usuários há incentivos como a isenção de rodízio, do IPVA, entre outros.

A rede de abastecimento para estes veículos no Brasil ainda é pequena se comparada com outros países, mas é possível ver algumas iniciativas pelo país, como por exemplo, os pontos de recarga instalados na rodovia BR-277, no Paraná, que corta o estado de leste a oeste, e na rodovia Presidente Dutra, que liga as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.  “Além disso, vale lembrar que a maior parte dos carregadores ficarão na casa dos proprietários dos veículos”, afirma Pintão. “A demanda residencial tem aumentado bastante, boa parte de nossos projetos são para construtoras e condomínios”, acrescenta. Segundo a pesquisa Quatro Rodas Carros Elétricos, realizada pela Inteligência Abril em parceria com a empresa Mind Miners, de dezembro de 2019 a janeiro deste ano, 94% dos motoristas consideram uma autonomia de 300km suficiente para carros elétricos no uso diário, mas 79% acreditam que esse rendimento fica aquém do necessário nas viagens. Atualmente, há no Brasil cerca de 500 postos de recargas oficialmente conhecidos, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA).

Para o sócio-diretor da NeoCharge, além da questão sustentável, há quatro motivos que farão os veículos elétricos explodirem em vendas no mundo e no Brasil: primeiro o custo do abastecimento, que é quatro vezes menor em relação ao veículo à combustão, seguido pela eficiência do motor elétrico, que é de aproximadamente 95% contra algo em torno de 12% a 30% do motor à combustão, depois a manutenção, já que o veículo elétrico tem 2000 peças móveis, o Tesla Model S, por exemplo, tem 18, menos de 1% do veículo à combustão e, por último, a performance, o motor elétrico entrega torque máximo instantaneamente, enquanto o motor à combustão entrega o torque máximo aproximadamente a 3000 RPM (Rotação Por Minuto). “Há alguma pressão contrária por parte dos fabricantes de motor à combustão e os de etanol, mas a eletrificação é um movimento sem volta e o crescimento aqui será rápido, acompanhando o resto do mundo”, afirma. Para ele, o que falta é somente um plano mais ambicioso e estruturado, de longo prazo, para substituição consciente da frota antiga pela elétrica.

Sobre a NeoCharge – A NeoCharge nasceu em 2016 como sendo o braço da NeoSolar, empresa fundada em 2010, líder de mercado em energia solar fotovoltaica.

A empresa paulista leva em seu DNA o espírito empreendedor e o desenvolvimento de negócios que impactam positivamente a vida de todos, estendendo a missão de promover a mobilidade elétrica no Brasil.

A NeoCharge oferece soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos através de distribuição de equipamentos, cursos, serviços técnicos e operação compartilhada de estações de recarga e eletropostos.

Site: www.neocharge.com.br

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Veículos elétricos: O que se deve levar em consideração antes de adquirir um

A oferta de veículos elétricos vem crescendo no mercado já que as principais montadoras de carros do mundo estão investindo fortemente na criação de diversos modelos com a ajuda da tecnologia, e até fomentando a infraestrutura para abastecimento. 

De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no Brasil, a frota atual de elétricos e híbridos é de 16 mil, e a projeção é que o mercado nacional cresça de 300 a 500% nos próximos cinco anos. E como se trata de uma tecnologia nova, quem deseja adquirir um veículo desse tipo tem muitas dúvidas em relação ao que se deve considerar antes. Abaixo, confira os principais pontos a se atentar:

O veículo elétrico atende minhas necessidades?

Antes de tudo, é importante pensar o seu estilo de vida e sua necessidade de uso. Aspectos como espaço ─ a necessidade é diferente dependendo da quantidade de pessoas que serão transportadas ─, se será usado para viagens longas ou viagens curtas aos fins de semana ou apenas no meio urbano para deslocamento ao trabalho, por exemplo. Há também o aspecto do custo benefício, além de conforto e facilidade no uso. 

A autonomia é suficiente?

A distância que o carro consegue percorrer antes que a energia armazenada na bateria acabe e seja necessário realizar uma recarga é um dos principais pontos a serem considerados na compra. Atualmente, a autonomia dos veículos é maior se comparada aos anos anteriores, mesmo assim, é importante conhecer seus hábitos de uso e ter certeza de que a autonomia do modelo seja suficiente para sua necessidade. 

No caso do uso urbano em que a distância percorrida é, geralmente, menor que a autonomia do veículo, o uso do carro elétrico se torna funcional, já que é mais fácil encontrar estabelecimentos como supermercados, shoppings e estacionamentos que possuem pontos de recarga. No caso de viagens que ultrapassem a autonomia do veículo, é mais complicado, pois, embora a infraestrutura para abastecimento dos veículos elétricos esteja aumentando, ela ainda é pouco abrangente no país. Sobre isso, Raphael Pintão, sócio-diretor da NeoCharge, empresa pioneira em carregadores e infraestrutura para veículos elétricos, afirma que este cenário está mudando, já que algumas estradas passaram a oferecer esse tipo de solução nos últimos anos. São iniciativas que visam estimular o uso dos veículos elétricos e contribuir com o crescimento do mercado,  como a BR-277 no Paraná, que corta o estado de leste a oeste, e a Rodovia Presidente Dutra, que liga as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. “No caso das estradas o movimento tem sido um pouco mais lento, mas já está acontecendo. Já os pontos comerciais têm investido muito em oferecer soluções em carregamento de veículos elétricos para o consumidor, à medida que tem observado o crescimento dessa tendência. O uso residencial também cresce, principalmente em casas e também em condomínios, que estão cada vez mais interessados em oferecer a tecnologia aos moradores e ter este diferencial”, afirma.

Como recarregar meu carro elétrico?

A primeira opção é o carregamento feito na própria residência, a maioria dos veículos vem com carregador portátil de fábrica incluso, que pode ser recarregado e conectado a uma tomada de três pinos com diâmetro maior (dessas que se usa para correntes elétricas mais fortes), sem adaptações na rede elétrica. Mas estes carregadores têm a desvantagem de serem mais lentos, levando muitas horas para completar a carga e sendo recomendados apenas em casos emergenciais. Por isso, dependendo do uso do veículo, é necessário investir em outras soluções, como os carregadores rápidos, que são mais robustos e possuem proteções que evitam danos na rede elétrica.

Já para os moradores de condomínios, há a possibilidade de ter uma estação compartilhada, um espaço exclusivamente para recarregar o carro, no qual a cobrança é feita diretamente para o proprietário. De acordo com o sócio-diretor da NeoCharge, os condomínios mais antigos estão buscando se adaptar à tecnologia e os novos empreendimentos já incluem pontos para recarga de veículo elétrico desde o projeto. 

Outra opção para o carregamento são as estações de recarga privadas. Está cada vez mais comum encontrar carregadores disponíveis em shoppings, supermercados, restaurantes e etc. Embora já exista uma regulamentação que permite a comercialização da energia para este fim, atualmente, a maior parte desses estabelecimentos oferece a recarga sem nenhum custo. Dessa forma é possível recarregar o carro enquanto se utiliza os serviços do estabelecimento. Além disso, há os pontos públicos, que devem ser instalados nas ruas, por todo país, ao longo dos próximos anos pelo Brasil. Para facilitar a vida dos usuários, existem aplicativos que indicam os locais onde há postos de recarga. O próprio Google Maps tem essa funcionalidade e mostra, inclusive, o tipo de plugue disponível.  

E para ficar mais econômico e sustentável há também a opção de utilizar a energia solar fotovoltaica como fonte de energia para o carregamento do veículo. “Este tipo de solução vem ganhando maior número de adeptos, pois a cadeia de produção e consumo de energia se torna toda limpa e sustentável”, ressalta Pintão. 

Capacidade de recarga e escolha do carregador

Cada carro possui uma capacidade de recarga e isso influencia no tempo, que, geralmente, varia entre uma e doze horas. Os carregadores também possuem uma capacidade máxima, variando entre 3,7kW e 22kW em corrente alternada. Segundo Pintão, um carro com a potência de 22kW utilizando um carregador de 22kW irá carregar em 22kW no total. Em um cenário que o veículo ou carregador tenha potência de 7kW, a recarga será limitada pela menor potência, neste caso, o carro irá recarregar em 7kW. 

Já em relação ao tempo de recarga, “um veículo com capacidade da bateria de 40 kWh, por exemplo, carregando em 22kW levará cerca de duas horas para completar a bateria. Na situação de carregar em 7kW, o tempo aumenta para quase seis horas. Esse não é um fator determinante, já que o carro poderia ficar conectado cerca de 12 horas todos os dias ao longo da noite e no outro dia a bateria estará totalmente carregada”, explica Pintão. Existem também os carregadores de carga rápida, frequentemente encontrados em rodovias. Eles fazem a recarga em corrente contínua e levam menos tempo que os carregadores residenciais e comerciais. Cerca de apenas 30 minutos, dependendo da capacidade da bateria do carro elétrico.

“Sendo assim, antes de adquirir um carregador de veículo elétrico, recomenda-se consultar o fabricante do carro para saber qual a potência máxima de carregamento. Assim você consegue escolher o carregador que melhor se adequa ao seu veículo”, ressalta Pintão.

Preço

Os veículos elétricos são uma ótima alternativa ambientalmente, mas ainda são caros se comparados com um carro do mesmo tamanho com motor a combustão. Mas o sócio-diretor da NeoCharge enfatiza que, mesmo que estes carros tenham um alto valor de mercado, manter um veículo elétrico já é economicamente mais barato que um carro a combustão. “O motor elétrico possui menor quantidade de peças móveis se comparado a um motor a combustão, e isso é mais vantajoso no que se refere à manutenção do motor, troca de óleo etc. O preço para “encher” o tanque do carro elétrico é mais barato, já que o valor da energia elétrica é menor que o combustível fóssil, e vale lembrar que existem os incentivos fiscais para quem possui um veículo elétrico”, explica. “Além disso, com toda a inovação, a tendência é que os preços sigam caindo e que este movimento aconteça alinhado com o aumento da infraestrutura para VE’se até mesmo com o aumento da concorrência”, acrescenta. 

Capacidade da bateria

A capacidade da bateria está ligada às necessidades e ao tipo de hábito no uso. Por exemplo: comparando a autonomia de um SUV a um carro compacto, ambos com a mesma capacidade de armazenamento de energia, a bateria do SUV acabaria mais rápido. Isso por conta de fatores como potência do motor elétrico, velocidade, peso do carro e recursos elétricos que o veículo utiliza (tela, ar condicionado, aquecedor etc.). Ou seja, dependendo do tipo de veículo, da capacidade que a bateria tem e das funcionalidades que ele possui, o consumo da energia poderá ser maior do que se espera, e isso influencia em sua autonomia.

O sócio-diretor da NeoCharge também atenta para o tipo de carregador que será utilizado, pois dependendo do tipo o tempo para recarregar a bateria pode ser maior ou menor. O carregador portátil, por exemplo, pode levar até 24 horas para carregar um veículo elétrico (por isso recomenda-se apenas para usos ‘emergenciais’), enquanto carregadores específicos de alta potência podem realizar a recarga em poucas horas. “O Renault Zoe possui bateria com capacidade de 41 kWh e uma autonomia para rodar até 255 km, com um carregador veicular de 11kW, seriam necessárias cerca de quatro horas para carregar totalmente a bateria”, exemplifica Pintão. 

Qual tipo de plug de tomada o carro possui?

Existem alguns tipos de plugues de tomada para carregar o veículo elétrico. Por exemplo: a montadora Tesla possui um padrão específico para os carros da marca. As montadoras japonesas e americanas utilizam o padrão de tomada Tipo 1, enquanto a europeia utiliza o Tipo 2.  A questão é que elas possuem diferentes padrões de conectores e protocolos de comunicação, isso significa que um carro elétrico com a tomada padrão Tipo 1 não conseguirá ser recarregado com a tomada padrão Tipo 2.

Algumas estações de recarga possuem cabo e padrão fixos, enquanto outras permitem usar um cabo com o tipo de tomada do usuário, como um adaptador. No Brasil, o plug de tomada mais comum é o Tipo 2, mas ainda há muitos carros sendo vendidos com outros. A dica do sócio-diretor da NeoCharge para evitar transtornos quanto ao padrão de plugue que estará disponível é ter um adaptador, solução simples, que garante recarga em qualquer local. 
Sobre a NeoCharge – A NeoCharge nasceu em 2016 como sendo o braço da NeoSolar, empresa fundada em 2010, líder de mercado em energia solar fotovoltaica.
A empresa paulista leva em seu DNA o espírito empreendedor e o desenvolvimento de negócios que impactam positivamente a vida de todos, estendendo a missão de promover a mobilidade elétrica no Brasil.
A NeoCharge oferece soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos através de distribuição de equipamentos, cursos, serviços técnicos e operação compartilhada de estações de recarga e eletropostos.

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