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Especialistas debatem desafios da mobilidade elétrica no Brasil

 Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica acontece entre os dias 16 e 19 de novembro. Especialistas do setor público e privado participam dos quatro dias do evento.

Pauta fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, a Mobilidade Elétrica tem reflexos imediatos e importantes nos indicadores de saúde e emprego, por exemplo. De acordo com o estudo Uma Nova Economia para uma Nova Era: Elementos para a Construção de uma Economia Mais Eficiente e Resiliente para o Brasil, a implementação de ações de economia verde específicas para determinados setores produtivos pode incrementar, até 2030, R$ 2,8 trilhões à economia do país, além de dois milhões de empregos. O estudo é liderado pelo WRI Brasil e pela New Climate Economy.

Nesse sentido e considerando que o Brasil precisa reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, conforme o compromisso firmado, em 2016, no Acordo de Paris da Convenção de Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), especialistas nacionais e internacionais participam da 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, que será realizada entre os dias 16 e 19 de novembro de 2020. A iniciativa acontece em formato 100% digital e debaterá o tema com profundidade. Inscrições gratuitas em: https://evento.pnme.org.br/inscricao/

O evento faz parte das ações da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), iniciativa lançada em 2020 e que agrega mais de 30 instituições da indústria, poder público, sociedade civil e academia, tendo o papel de fomentar o desenvolvimento do setor no país.

O coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME, Marcus Regis, destaca que o evento conta com a participação dos principais atores no país com envolvimento na pauta, além de representantes de entidades, governos  e empresas internacionais que, sem dúvida, irão abordar os melhores caminhos para o Brasil tornar realidade a implementação de políticas  públicas para a mobilidade elétrica.

“A semana da mobilidade elétrica faz parte das ações em prol da meta para o Brasil reduzir os seus índices de gases poluentes, visto que para tornar possível esse objetivo precisamos do trabalho e envolvimento de todo o ecossistema, principalmente do setor de transportes. A implementação de políticas com esse propósito é urgente e fundamental para a retomada econômica no contexto mundial, ou seja, essas ações precisam levar em conta um futuro com carbono neutro. Dessa forma, entendemos que a 1ª Conferência da PNME será uma importante contribuição para essa mudança de cenário, com debates técnicos e apresentação de estudos”, disse.

PROGRAMAÇÃO

A programação do evento contempla temas como: Governança e cooperação para a Mobilidade Elétrica no Brasil; A Mobilidade Elétrica como tema fundamental para a sustentabilidade econômica e ambiental no Brasil; Desafios brasileiros para a implantação da Mobilidade Elétrica; e Ações concretas para promover a Mobilidade Elétrica no Brasil.

A programação completa está disponível em: https://evento.pnme.org.br/programacao/

 PALESTRANTES CONFIRMADOS 

Marcus Regis, coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME; Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS (Instituto Clima e Sociedade) e coordenador-executivo da PNME; Jens Giersdorf, diretor de projeto na GIZ; Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS); Fernando Araldi, analista de Infraestrutura do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); Cristina Albuquerque, gerente de Mobilidade Urbana do WRI Brasil (World Resources Institute); Valter Luiz Knihs, diretor de Sistemas e Mobilidade Elétrica da WEG Equipamentos Elétricos;  Edgar Barassa, empreendedor e pesquisador da Barassa & Cruz Consulting (BCC); Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies Brasil;  Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP).

E:  Guillermo Madrid, Project Officer da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); Tais Fonseca de Medeiros, especialista em Transporte Urbano do Banco Mundial;  Anie Amicci, gerente de Mobilidade Urbana do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES); Ana Jayme, assessora de Investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC); Rodrigo Tortoriello, presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana; Sergio Avelleda, Urban Mobility Director do WRI – World Resources Institute; Beatriz Rodrigues, coordenadora de Transporte Público do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP Brasil); Victor Andrade, coordenador do Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB-UFRJ);  Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike; Flavia Consoni, professora da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Além de: Kelly Fernandes, analista em mobilidade urbana no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Roberta Knopki, assessora técnica da GIZ; Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP); Camila Gramkow, oficial de Assuntos Econômicos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL);  Carolina E. Genin, diretora de clima do WRI Brasil – World Resources Institute Brasil; Bianca Macêdo, engenheira de Transportes da Prefeitura de Fortaleza; Ricardo Zomer, coordenador na Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Ministério da Economia; Monica Araya, Transport Lead na Climate Champions; Ilan Cuperstein, vice-diretor regional para a América Latina na C40; entre outros especialistas.

DADOS DO SETOR

De acordo com dados do WRI Brasil, estima-se que a poluição do ar nas principais regiões metropolitanas e capitais, no Brasil, esteja ligada a cerca de 20,5 mil mortes ao ano em decorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias e seja responsável, ainda, por 5,2% das internações de crianças e 8,3% de adultos (por doenças respiratórias). Já o custo anual aproximado em hospitalizações e ausências no trabalho chega a R$ 30 milhões, em função do impacto de cerca de 130 mil casos de faltas ao trabalho por doenças associadas à poluição.

SOBRE O TRABALHO DA PLATAFORMA NACIONAL DE MOBILIDADE ELÉTRICA (PNME)

A PNME começou a partir de um diagnóstico elaborado no segundo semestre de 2019, tendo o seu início oficial em fevereiro de 2020. A liderança e o planejamento estratégico são feitos por um Conselho Gestor, formado por um grupo de instituições que incluem órgãos governamentais, agências, indústria e sociedade civil. O Secretariado-Geral, sob coordenação do Ministério Alemão de Cooperação Econômica e para Desenvolvimento, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, juntamente com o iCS (Instituto Clima e Sociedade), é responsável pela gestão da plataforma e organização das atividades.

Para Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS e coordenador-executivo da PNME, a falta de competitividade é um fator que ainda dificulta o crescimento da eletrificação no mercado brasileiro. “Temos o desafio aqui de mudar a lógica do mercado. Em outros países as montadoras já estão olhando para esse futuro, mas aqui a discussão é tímida. Precisamos focar na transição do veículo movido por combustíveis fósseis para o de zero emissões. O Brasil tem que olhar para a economia do futuro, que com certeza não é baseada nos veículos movidos a combustíveis fósseis”, completou.

SERVIÇO

1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica

Data: dias 16, 17, 18 e 19 de novembro de 2020 (segunda a quinta)

Formato: 100% digital

Inscrições gratuitas: https://evento.pnme.org.br/inscricao/

Promoção: Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica – PNME

Organização: Necta – www.nectainova.com.br

Mais informações: https://evento.pnme.org.br/

O credenciamento imprensa está disponível em: https://evento.pnme.org.br/credenciamento-imprensa/

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ABVE lamenta morte da ciclista Marina Harkot e pede mais segurança

Para Associação Brasileira do Veículo Elétrico, responsabilidade no trânsito é tarefa de todos

A morte trágica da cicloativista Marina Harkot no último dia 8/11, numa conhecida avenida de São Paulo, reabre o debate sobre os perigos do trânsito nas cidades brasileiras, especialmente para os modais de transporte mais vulneráveis a acidentes.

Para a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, os futuros prefeitos devem dar clara prioridade tanto à segurança dos pedestres quanto dos usuários de veículos levíssimos, como bicicletas, e-bikes, monociclos, patinetes, motocicletas e scooters.

A ABVE defende investimentos em sinalização, iluminação e fiscalização de avenidas, ciclovias e ciclofaixas, mas acima de tudo apoia enfaticamente programas de educação de trânsito para todos os modais de transporte. Esse tema deveria estar no topo da agenda dos candidatos nesta eleição.

IMPRUDÊNCIA

Cabe registrar que, na mesma semana em que Marina foi a vítima indefesa de um motorista de automóvel provavelmente negligente e omisso, começou a circular nas redes sociais um vídeo em que um condutor de monociclo elétrico exibia-se em manobras arriscadas e sem equipamentos de proteção, na Marginal Pinheiros, até desabar no asfalto e quase ser atropelado.

Esse incidente impõe uma reflexão: se as cidades brasileiras podem ser mortais até para os ciclistas mais conscientes e cautelosos, como era o caso de Marina Harkot, não pode haver tolerância com a imprudência por parte dos usuários de veículos levíssimos, que são os maiores interessados na segurança no trânsito.

Não há veículos perigosos em si mesmos; há, sim, infraestrutura de trânsito deficiente e condutores imprudentes. Há os deveres das autoridades e há os deveres de cada motorista. Caminham juntos.

Para a ABVE, é preciso romper com a lógica da violência e do risco impune nas ruas e avenidas– mas essa é uma tarefa de todos. Criar cidades mais amigáveis é obrigação do Poder Público, mas também de cada condutor de veículo de transporte e de todos os cidadãos.

São Paulo, 11 de novembro de 2020

Rui Almeida
Márcio Canzian
Diretoria de Veículos Levíssimos da Associação Brasileira do Veículo Elétrico

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ABVE elege novo Conselho Diretor para o biênio 2020-2022

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico elegeu uma nova diretoria para o biênio 2020-2022, sob presidência de Adalberto Maluf.

O Conselho Diretor- órgão diretivo máximo da entidade – foi ampliado e reforçado por nomes representativos da eletromobilidade no Brasil.

As empresas associadas à ABVE dividem-se em cinco grupo de trabalho, que se reportam ao Conselho: Veículos Pesados, Veículos Leves, Veículos Levíssimos, Componentes e Infraestrutura.

Rosane Santos, gerente-sênior do Instituto Nissan de Sustentabilidade, será vice-presidente e coordenadora do grupo de Leves.

José Antônio do Nascimento, da Eletra, será o vice-presidente de Pesados no Conselho. Iêda de Oliveira, também da Eletra, que deixou o Conselho, segue na coordenação do grupo.

Rui Almeida, executivo da Riba Brasil, será o vice-presidente de Levíssimos e coordenador do grupo.

Paulo Maisonnave, da Enel X, foi confirmado como vice-presidente de Infraestrutura. A coordenação do grupo segue com Daniel Maia (Athon Energia).

Ricardo Guggisberg, que deixou a presidência após cumprir três mandatos, previstos no Estatuto, continua como diretor de Infraestrutura.

Island Faria Costa, que também deixou a vice-presidência de Levíssimos, após cumprir o limite estatutário de reconduções ao Conselho, também continua como diretor desse grupo.

Juliano Mendes (Moura), Thiago Sugahara (Toyota) e Válter Knihs (WEG) foram reconduzidos, respectivamente, aos cargos de vice-presidente de Componentes, vice-presidente de Leves e diretor de Componentes.

ASSEMBLEIA

A diretoria foi eleita por unanimidade no dia 7 de abril de 2020, durante videoconferência com participação do Conselho Diretor e membros das diretorias setoriais.

Foi o meio legal – admitido pelo Estatuto – para substituir a Assembleia Geral Ordinária presencial, convocada inicialmente para 2 de abril e cancelada por motivo de força maior – a pandemia da Covid-19.

As circunstâncias excepcionais foram plenamente compreendidas pelo 6º Cartório de Registro Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de São Paulo, que procedeu ao registro da diretoria eleita.

Mas o presidente, Adalberto Maluf, afirmou que, por dever de transparência com todos os associados, convocará uma AGO presencial para referendar a nova diretoria (ou indicar uma outra) assim que as condições de saúde pública o permitirem.

NOVO CONSELHO DIRETOR:

Adalberto Maluf –  Presidente  (BYD);

Rosane Santos – Vice-presidente de Veículos Leves (Nissan);

José Antônio do Nascimento – Vice-presidente de Veículos Pesados (Eletra);

Rui Almeida – Vice-presidente de Veículos Levíssimos (Riba Brasil);

Juliano Mendes – Vice-presidente de Componentes (Moura);

Paulo Maisonnave – Vice-presidente de Infraestrutura (Enel X);

Thiago Sugahara – Vice-presidente de Veículos Leves (Toyota);

Válter Luiz Knihs – Diretor de Componentes (WEG).

COORDENADORES DE GRUPOS

Veículos Pesados: Iêda de Oliveira (Eletra)

Veículos Leves: Rosane Santos (Nissan);

Veículos Levíssimos: Rui Almeida (Riba Brasil);

Componentes: Juliano Mendes (Moura);

Infraestrutura: Daniel Maia (Athon Energia).

 

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