Nesta artigo, este sistema é comparado com o sistema VLT (veículos elétricos sobre trilhos).
10/06/2010
Autor: Antonio Vicente Souza e Silva
Sumário
Nesta apresentação discute-se um novo sistema de transporte eletrificado (poluição zero) baseado em veículos tipo Trólebus, que dispensam a rede aérea de alimentação.
Compara-se o sistema a VLT (veículo leve sobre trilhos) com o sistema proposto, concluindo-se que este é claramente superior ao tipo a VLT, especificamente no caso do Brasil.
Faz-se uma estimativa do custo de cada veículo bem como do custo da implantação de um corredor de transporte, concluindo-se que é a melhor alternativa técnico-econômica para cidades de médio porte ou para linhas de média densidade de passageiros (até cerca de 20.000 passageiros por hora e por sentido).
Introdução
Nas grandes e médias cidades tornou-se praticamente consenso a necessidade de se adotar sistemas de transporte de massa não poluentes.
Isto implica necessariamente no uso de veículos movidos a energia elétrica.
Os sistemas atualmente adotados - ônibus a diesel - tornam-se extremamente inconvenientes se visam transportar um grande número de passageiros em vias preferenciais (corredores), pois as transformam em verdadeiros "corredores de poluição" e não somente em corredores de transporte.
Conseqüentemente, o uso de veículos com tração elétrica (poluição zero) torna-se uma necessidade premente.
Três são os tipos de veículos que podem satisfazer esta exigência:
a) O Metrô
b) Veículos leves sobre trilhos (VLT)
c) Trólebus
O Metrô é muito eficiente no transporte de um grande número de passageiros e vem provando esta eficiência em um grande número de cidades de diversos países.
Entretanto, o custo de implantação por quilometro de tal modal é muitíssimo elevado, atingindo a ordem de US$ 100.000.000,00 (cem milhões de dólares) por quilometro, ou seja, US$ 100.000,00 por metro!!!
Exige, necessariamente, um grande número de obras civis, incluindo a escavação de túneis, a construção de estações de embarque subterrâneas, a colocação de trilhos e rede de alimentação elétrica ao longo do percurso, subestações retificadoras, sistemas de drenagem elaborados, sistemas de ventilação ao longo da via e sistema de controle operacional sofisticado, sem mencionar o alto custo de cada veículo (trem).
Entretanto, para atingir áreas já densamente construídas, não há outra possibilidade senão o deslocamento no subsolo através de túneis, levando ao Metrô.
Em cidades de porte médio, onde é possível construir ou adaptar cprredores de trânsito na superfície, a solução por VL T ou Trólebus é muitíssimo mais econômica.
Tem implantação mais rápida e resolve a contento a necessidade de transporte.
O custo por quilometro chega a ser mais de cem vezes inferior ao custo de implantação
de uma linha de Metrô.
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Autor: Antonio Vicente Souza e Silva é Diretor de Tecnologia da ABVE e Diretor da MANVEL
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