Light, Prefeitura, ABVE, INEE, IPP e FETRANSPOR serão parceiras na iniciativa
17/01/08
A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a Light, a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSPOR), o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) e o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) assinam hoje, na sede da ACRJ, um memorando de entendimentos para constituir um grupo de trabalho que estudará a utilização de ônibus elétricos no Rio de Janeiro.
A iniciativa não é pioneira, já que a própria Light já operava em 1918 uma linha de ônibus elétricos que circulava no Rio de Janeiro, na Av. Rio Branco, entre a Cinelândia e a Praça Mauá. No entanto, o interesse é justamente a volta da utilização de veículos mais confortáveis, com baixa trepidação e ruído, além de mais limpos e ambientalmente sustentáveis.
"Observamos que a preocupação com as emissões dos veículos no final do século passado fez crescer o interesse por veículos elétricos em diversos países. Mais silenciosos e sem emissão local, os automóveis elétricos reduzem a poluição nas cidades e representam menos emissões de gases de efeito estufa", analisa José Luiz Alquéres, presidente da Light.
Apesar das dificuldades para o retorno dos veículos elétricos para o Brasil devido, principalmente, ao alto custo dos automóveis, o VE garante um baixo custo operacional já que o custo da energia elétrica é bem inferior ao de combustíveis fósseis utilizados em ônibus convencionais.
Experiência em outros países
Em Madrid, na Espanha, são utilizados 20 ônibus elétricos Gulliver, fabricados pela empresa italiana Tecnobus, que circulam inicialmente nas vias mais estreitas do centro da cidade. Um outro exemplo é a cidade litorânea de Santa Bárbara, na Califórnia, que possui uma frota de 10 ônibus elétricos Ebus que fazem trajetos curtos pelo local.
Para as Olimpíadas de Pequim, o governo chinês vai utilizar cerca de 50 ônibus elétricos a bateria para transportar os atletas que participarão da competição. Os ônibus serão utilizados em três circuitos fechados da Vila Olímpica.
Além dos ônibus elétricos à bateria o estudo vai explorar novas tecnologias alternativas, como a dos veículos híbridos, especialmente o plug-in (PHEV), que tem sido intensamente usado em cidades como Washington e Nova York.



