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Light: a nova associada da ABVE
Envolvimento com transporte urbano e veículos elétricos é uma das características da atuação da empresa desde a sua fundação
27/02/08

A Light, que foi autorizada a funcionar em 17 de julho de 1899 e iniciou suas atividades no Brasil com a Usina Hidrelétrica Parnaíba, no Rio Tietê, construída entre 1899 e 1901, se associou à ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico.

Para atuar na então Capital Federal, foi fundada, em Toronto, no dia 9 de Junho de 1904, a The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Co. Ltd., que recebeu autorização para funcionar no Rio de Janeiro em 30 de Maio de 1905. Nesse mesmo ano adquiriu o controle acionário da concessionária de iluminação a gás, a empresa belga Société Anonyme du Gaz de Rio de Janeiro, serviço que foi controlado pela Light até 1969, quando foi transferido para o governo estadual.

Iniciou a construção da Usina de Fontes em 1905 e, nas décadas seguintes, conforme o Rio de Janeiro crescia, entraram em operação outras usinas: Ilha dos Pombos (1924), Fontes Nova (1940), Santa Cecília (1952), Vigário (1952), Nilo Peçanha (1953), Pereira Passos (1962) e Santa Branca (1999).

A inauguração do serviço de fornecimento de energia elétrica estável e segura ao Rio de Janeiro pela Light, em 30 de Julho de 1907, determinou o rápido crescimento dos chamados cinematógrafos. Ainda em 1907, a Light adquiriu e unificou diversas companhias de carris urbanos que funcionavam na cidade, controlando o serviço até 1963, alargando a zona urbana do Rio de Janeiro, contribuíndo para o surgimento de vários bairros como Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.

O primeiro bonde elétrico do Rio de Janeiro e da América do Sul foi introduzido pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico e inaugurado em 08 de outubro de 1892. Durante 70 anos o bonde elétrico circulou pelas ruas do Rio de Janeiro e, em 1938, a Light dispunha de 980 bondes, que transportavam um milhão de passageiros por dia. Nos anos 50, o número de bondes começou a diminuir. Em 1962, os 600 bondes da Light, que trafegavam do Centro até as zonas norte, suburbana e rural, percorriam diariamente 84 mil quilômetros, transportando cerca de 600 mil passageiros. Os cariocas despediram-se simbolicamente do bonde numa solenidade realizada na noite de 1º de março de 1963. A Light atualmente fornece a energia elétrica indispensável para movimentar o Metrô, os trens da Supervia, o bondinho do Pão de Açúcar e o trenzinho do Corcovado.

A empresa passou a atuar no transporte por ônibus elétricos a partir de 5 de dezembro de 1918, quando inaugurou uma linha apelidada de "auto-avenida", porque ligava a Praça Mauá ao Palácio Monroe, através da Avenida Rio Branco. Como diziam os jornais da época, eram "confortáveis ônibus de tração elétrica, movidos a bateria, com rodas de borracha maciça, sem barulho, vibração, fumaça e os inconvenientes da gasolina". Essa linha operou até 1927. Em 1926, a Light criou a Viação Excelcior, os modernos ônibus com cigarra e cobrador. Em 1928, surge o Imperial, ônibus de dois andares, logo apelidado de "chope duplo" pelo carioca, que utilizou a condução até 1948.

Para realizar serviços de manutenção na rede elétrica, a empresa utilizou no início do Século XX um caminhão elétrico a bateria que está exposto no Centro Cultural Light.

A Light substituiu o bonde puxado a burro pelo elétrico, o lampião a gás pela luz elétrica, o fogão a lenha pelo gás canalizado, o mensageiro pelo telefone. De 1907 a 1961, foi responsável pelo desenvolvimento da telefonia no Rio de Janeiro, prestando este serviço através da antiga Companhia Telefônica Brasileira. Em 24 de novembro de 1929, o Rio de janeiro ganhou o serviço telefônico automático, que funcionava na estação da Rua Alexandre Mackenzie, 69, no centro da cidade.

Em 12 de janeiro de 1979, a ELETROBRÁS (Centrais Elétricas Brasileiras S.A) adquiriu o controle acionário da Light Serviços de Eletricidade S.A, ficando o setor de energia do País inteiramente nacionalizado, e, no dia 31 de março de 1981, o Subsistema Light - São Paulo foi vendido para o Governo do Estado de São Paulo, que constituiu a ELETROPAULO - Eletricidade de São Paulo S.A.

Após um longo período sob administração do governo federal, a Light foi privatizada em 21 de maio de 1996, passando a ser controlada por um consórcio formado por três multinacionais - Electricité de France (EDF), AES Corporation, Reliant Energy - e pela Companhia Siderúrgica Nacional. Em Fevereiro de 2002, foi concluído o processo de reestruturação societária, consolidando a EDF como controladora da Light. Em 28 de março de 2006, foi celebrado o Contrato de Compra e Venda de Ações entre a EDF International S.A (EDFI) e a Rio Minas Energia Participações S.A. (RME), composta pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Andrade Gutierrez Concessões S.A. (AG Concessões), Pactual Energia Participações S.A. (Pactual Energia) e Luce Brasil Fundo de Investimentos em Participações (Luce).

A Light tem por missão ser uma grande empresa brasileira comprometida com a sustentabilidade, respeitada e admirada pela excelência do serviço prestado a seus clientes e à comunidade, pela criação de valor para seus acionistas e por se constituir em um ótimo lugar para se trabalhar. Distribui energia para 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro, abrangendo 25% do território estadual, com a cobertura de uma área de 10.970 Km², com população de 10 milhões de habitantes. Atualmente, a Companhia presta serviços a aproximadamente 3,8 milhões de clientes. As vendas de energia da Light correspondem a 72% de toda a energia consumida no Estado do Rio de Janeiro.

A Companhia aceitou o desafio da ONU e aderiu oficialmente aos 10 princípios do Pacto Global, ação das Nações Unidas que incentiva a comunidade empresarial a adotar valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção em suas práticas de negócios. Já conta com projetos alinhados a estes valores, expressos no Acordo de Responsabilidade Social, firmado entre a Light e sindicatos, e no Código de Ética. Realiza várias ações com impacto positivo para as comunidades atendidas pela empresa. Com relação ao meio ambiente, as ações da empresa promovem a sustentabilidade nas regiões em que a empresa está presente. Obteve a certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), concedida pela ISO 14001 a unidades como usinas, subestações, linhas de transmissão e até agências e está trabalhando para que, até 2008, todas as suas unidades estejam certificadas com essa norma institucional. Sua política ambiental, fundamentada na norma NBR - ISO 14001, estabelece diretrizes para preservação e conservação do meio ambiente em toda a sua área de atuação na Região Sudeste, exercendo uma postura pró-ativa e contribuindo para o crescimento da consciência ambiental.

O Instituto Light para o Desenvolvimento Urbano e Social é a interface da empresa com os consumidores e com a sociedade na discussão e busca de soluções para os problemas urbanos que interferem na prestação de serviços. Sua missão é contribuir para o aprimoramento das condições econômicas e sociais da área de concessão da Light, através de programas que vinculem responsabilidade social com o interesse funcional e o domínio geográfico da empresa, apoiando a promoção do bem público e, ao mesmo tempo, a lucratividade de longo prazo da empresa. Para isso, identificou alguns eixos estratégicos de atuação e está elaborando programas diversificados em cada um deles: Urbano (com as frentes de atuação Conhecendo a Dinâmica do Crescimento Urbano, Enfrentando a Informalidade Urbana e Projetos Urbanísticos), Ambiental (com a frente de atuação Preservação do Meio Ambiente), Institucional (com as frentes de atuação Acompanhamento do Desempenho de Instituições Públicas e Promoção do Serviço Público Eficaz), Social (com as frentes de atuação Comunidades Educadas e Seguras e Valorização da Participação Cidadã), e Cultural (com as frentes de atuação Projetos de Incentivo à Cultura, Publicações e Valorização do Patrimônio Histórico).

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