Centenária Detroit Electric retorna ao cenário automotivo
Planos incluem o lançamento de ônibus totalmente elétrico em 2009
04/04/08 - Bruna Dias

O carro ZAP Alias, que está sendo desenvolvido para a joint venture, será um dos veículos que carregará a imponente marca Detroit Electric. O veículo terá dois assentos e uma aceleração de zero a 100 km/h em 7,7 segundos. Suas duas rodas motorizadas produzem 320 HP e alcançam uma velocidade máxima de 250 km/h, com uma autonomia de 160 km por recarga. O preço estimado é de US$ 32.500.
"É nossa intenção introduzir veículos elétricos com preços acessíveis e práticos para o dia-a-dia, trabalhando com a tecnologia dos nossos parceiros para entregar uma das tecnologias líderes em motor, bateria e célula a combustível de hidrogênio. Nosso plano é lançar no verão de 2009 um ônibus de 12m totalmente elétrico, o ZAP Alias e dois sedans família. Esta não é mais uma lista de desejos, é uma questão de vontade de mudar", disse Albert Lam, presidente da Detroit Electric e ex-CEO da Lotus Engineering.
O Estado da Califórnia, que ganhou visibilidade no noticiário ambiental por criar leis mais severas para frear o aquecimento global, foi o lugar escolhido pelos empresários para receber os primeiros escritórios e instalações da empresa. Segundo eles, o Estado americano só tem a ganhar com veículos de combustíveis eficientes e oferta de empregos "verdes".
"Vemos Califórnia como uma plataforma de lançamento. É um dos mercados mais prontos para adotar estas novas soluções de veículos verdes," explicou Lam. "O governador e sua liderança propiciaram aqui um ambiente fértil para nós criarmos e crescermos. Muitos falam sobre o futuro da indústria automobilística e Detroit Electric é um nome que falará às gerações sobre o passado e o futuro de automóveis".
A Detroit Electric planeja montar uma linha de carros, caminhões e ônibus com as últimas tecnologias relacionadas a automóvel. Os veículos serão fabricados sob a supervisão do Grupo Youngman, um de mais novos fabricantes chineses de automóvel e um dos principais fabricantes de ônibus e caminhões.
A montadora elétrica que mais tempo ficou em atividade
O Detroit Electric foi uma marca de automóveis produzida pela montadora The Anderson Electric Car Company, localizada em Detroit, Michigan, que funcionou de 1907 até 1939. Foi considerada a fábrica de veículos elétricos que mais tempo ficou em atividade, tornando-se um ícone americano e muito popular entre os compradores. Até chegar ao nome definitivo, a empresa foi conhecida inicialmente como The Anderson Carriage Company quando produzia carruagens e carrinhos de bebê desde 1884.
Os carros elétricos, movidos por uma bateria ácida recarregável e posteriormente por uma bateria de níquel-ferro que custava US$ 600 adicionais, eram tidos como confiáveis e garantiam uma autonomia de 130 km a cada recarga. Surpreendentemente, em um dos testes realizados pela empresa, o veículo elétrico chegou a alcançar uma independência de 340 km com uma única carga. A velocidade máxima era de 32 km/h, o que era considerado adequado na época para os limites de velocidade em área urbana, e custava aproximadamente US$ 2.600. Devido à praticidade do veículo elétrico por sua ignição imediata e por não possuir uma manivela manual, como no automóvel convencional, o Detroit Electric foi vendido principalmente para mulheres e médicos.
A produção da companhia teve seu auge em 1910, quando as vendas anuais foram em torno de 1 mil a 2 mil veículos. Na época, a grande comercialização do Detroit Electric foi em parte resultado pela alta do preço da gasolina, motivada pela Primeira Guerra Mundial. Com o desenvolvimento dos automóveis de motor a combustão, que resultou na queda dos preços, as vendas do Detroit Electric caíram, mas a montadora continuou com a produção de mercado do veículo elétrico.
A quebra da Bolsa de Valores americana de 1929, que resultou numa profunda recessão econômica, forçou a empresa a declarar falência apesar de ter continuado seus negócios em menor escala, fabricando veículos somente sob encomenda. O último Detroit Electric foi despachado em 23 de fevereiro de 1939, embora ainda estivessem disponíveis até 1942. Personalidades notáveis e famosas como Thomas Edison, Charles Proteus Steinmetz, John D. Rockefeller Jr. e Clara Ford, esposa de Henry Ford, foram proprietários de modelos do VE.
O Grupo Youngman, do presidente Mr. Pang Qingnian, é uma holding com 12 subsidiárias industriais que ocupa uma área de mais de 4 milhões de m². Com sete novas instalações de produção em processo, a empresa espera ter a capacidade de fabricar 200 mil veículos por ano, incluindo mais de 10 mil ônibus anualmente. A ZAP Motors, do CEO Steve Schneider, vai administrar as vendas, marketing e distribuição dos produtos da joint venture. A companhia vende uma linha completa de veículos elétricos para um número crescente de comerciantes americanos e organiza uma distribuição internacional dos seus produtos.
Mais informações sobre a Detrot Electric estão disponíveis em www.detroit-electric.com.
Leia também ZAP e os elétricos brasileiros da Óbvio!.
Planos incluem o lançamento de ônibus totalmente elétrico em 2009
04/04/08 - Bruna Dias
A montadora americana de carros elétricos Zap Motors (Zero Air Pollution) está unindo forças com o Grupo Automotivo China Youngman para reativar a centenária marca de veículos elétricos Detroit Electric. A joint venture pretende introduzir seus automóveis no mercado a partir de 2009 e planeja desenvolver uma edição especial de veículos elétricos baseados no Detroit Electric original, como forma de homenagem ao nome da companhia.

"É nossa intenção introduzir veículos elétricos com preços acessíveis e práticos para o dia-a-dia, trabalhando com a tecnologia dos nossos parceiros para entregar uma das tecnologias líderes em motor, bateria e célula a combustível de hidrogênio. Nosso plano é lançar no verão de 2009 um ônibus de 12m totalmente elétrico, o ZAP Alias e dois sedans família. Esta não é mais uma lista de desejos, é uma questão de vontade de mudar", disse Albert Lam, presidente da Detroit Electric e ex-CEO da Lotus Engineering.
O Estado da Califórnia, que ganhou visibilidade no noticiário ambiental por criar leis mais severas para frear o aquecimento global, foi o lugar escolhido pelos empresários para receber os primeiros escritórios e instalações da empresa. Segundo eles, o Estado americano só tem a ganhar com veículos de combustíveis eficientes e oferta de empregos "verdes".
"Vemos Califórnia como uma plataforma de lançamento. É um dos mercados mais prontos para adotar estas novas soluções de veículos verdes," explicou Lam. "O governador e sua liderança propiciaram aqui um ambiente fértil para nós criarmos e crescermos. Muitos falam sobre o futuro da indústria automobilística e Detroit Electric é um nome que falará às gerações sobre o passado e o futuro de automóveis".
A Detroit Electric planeja montar uma linha de carros, caminhões e ônibus com as últimas tecnologias relacionadas a automóvel. Os veículos serão fabricados sob a supervisão do Grupo Youngman, um de mais novos fabricantes chineses de automóvel e um dos principais fabricantes de ônibus e caminhões.
A montadora elétrica que mais tempo ficou em atividade
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Os carros elétricos, movidos por uma bateria ácida recarregável e posteriormente por uma bateria de níquel-ferro que custava US$ 600 adicionais, eram tidos como confiáveis e garantiam uma autonomia de 130 km a cada recarga. Surpreendentemente, em um dos testes realizados pela empresa, o veículo elétrico chegou a alcançar uma independência de 340 km com uma única carga. A velocidade máxima era de 32 km/h, o que era considerado adequado na época para os limites de velocidade em área urbana, e custava aproximadamente US$ 2.600. Devido à praticidade do veículo elétrico por sua ignição imediata e por não possuir uma manivela manual, como no automóvel convencional, o Detroit Electric foi vendido principalmente para mulheres e médicos.
A produção da companhia teve seu auge em 1910, quando as vendas anuais foram em torno de 1 mil a 2 mil veículos. Na época, a grande comercialização do Detroit Electric foi em parte resultado pela alta do preço da gasolina, motivada pela Primeira Guerra Mundial. Com o desenvolvimento dos automóveis de motor a combustão, que resultou na queda dos preços, as vendas do Detroit Electric caíram, mas a montadora continuou com a produção de mercado do veículo elétrico.
A quebra da Bolsa de Valores americana de 1929, que resultou numa profunda recessão econômica, forçou a empresa a declarar falência apesar de ter continuado seus negócios em menor escala, fabricando veículos somente sob encomenda. O último Detroit Electric foi despachado em 23 de fevereiro de 1939, embora ainda estivessem disponíveis até 1942. Personalidades notáveis e famosas como Thomas Edison, Charles Proteus Steinmetz, John D. Rockefeller Jr. e Clara Ford, esposa de Henry Ford, foram proprietários de modelos do VE.
O Grupo Youngman, do presidente Mr. Pang Qingnian, é uma holding com 12 subsidiárias industriais que ocupa uma área de mais de 4 milhões de m². Com sete novas instalações de produção em processo, a empresa espera ter a capacidade de fabricar 200 mil veículos por ano, incluindo mais de 10 mil ônibus anualmente. A ZAP Motors, do CEO Steve Schneider, vai administrar as vendas, marketing e distribuição dos produtos da joint venture. A companhia vende uma linha completa de veículos elétricos para um número crescente de comerciantes americanos e organiza uma distribuição internacional dos seus produtos.
Mais informações sobre a Detrot Electric estão disponíveis em www.detroit-electric.com.
Leia também ZAP e os elétricos brasileiros da Óbvio!.


