Revista especializada em veículos elétricos começará a circular em julho
20/06/08 - Bruna Dias
A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) em parceria com a Zelcovit Comunicação lançaram oficialmente o número zero da Revista Híbrida na última quinta-feira, 19 de junho, no Centro Cultural da Light, no Rio de Janeiro. Esta é a primeira publicação latino-americana sobre veículos elétricos, com periodicidade bimestral. A previsão é de que a edição número 1 comece a circular em julho.
O local escolhido para sediar o evento não foi ao acaso. Desde o começo do século 20, a companhia elétrica carioca já utilizava caminhonetes movidas à tração elétrica para fazer reparos em suas instalações e operava, em 1918, uma linha de ônibus elétricos que circulava na Av. Rio Branco, entre a Cinelândia e a Praça Mauá. Nilmar Foletto, Superintendente de Assustos Corporativos da Light, destacou a importância do tema veículos elétricos para as empresas de distribuição de energia.
“Estamos muito honrados em sediar este evento de grande importância. As distribuidoras de energia estão especialmente ligados ao tema em três pontos principais: infra-estrutura, já que forneceremos a energia para a recarga das baterias; mercado, já que é uma outra frente para crescimento da empresa; e frota, já que os veículos de atendimento também podem ser elétricos”, disse Foletto.
“Os veículos do futuro serão elétricos”
Em seu discurso, o diretor-geral do INEE Jayme Buarque de Holanda lembrou do pioneirismo da entidade na discussão sobre a importância do uso de veículos elétricos. “Nós nos orgulhamos de sermos pioneiros, mas estava faltando uma mídia impressa, algo que fosse palpável. Temos uma legislação que é toda voltada para os automóveis convencionais e são essas iniciativas que adiantarão o prazo para a implantação desta tecnologia no Brasil”, disse.
Diretor-presidente da ABVE, Antônio Nunes Jr. foi enfático quando disse “os veículos do futuro serão elétricos”. Ele frisou que os veículos movidos à combustão são ineficientes e que há cem anos desperdiçam 80% da energia da gasolina e do diesel em calor e em poluentes, ao contrário dos veículos elétricos. Nos automóveis elétricos híbridos, a eficiência fica na faixa de 35 a 40%, enquanto nos veículos totalmente elétricos a taxa de eficiência atinge entre 65 a 75%.
Ele apontou ainda dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) sobre os males causados à saúde pela poluição atmosférica e adiantou que a Híbrida terá encartes internos em espanhol, numa tentativa de alcançar toda a América Latina.
“Noventa por cento da poluição na região metropolitana de São Paulo advém do setor de transporte, frente a uma média mundial de 23%, e morrem em média nove pessoas por dia devido à poluição do ar”, destacou Nunes Jr. “A Híbrida vem para informar e abrir o debate para esta tecnologia que já está sendo usada em vários países. O Brasil tem condições para estar na liderança da América Latina nas questões ambientais e dos veículos elétricos”.
Representantes felicitaram entidades pela iniciativa
Marcos Marques, presidente do Conselho Diretor do INEE, falou sobre a dificuldade de implantar uma mudança quando esta se apresenta como uma modificação dos atuais meios de produção. “Esta mudança, por ser uma mudança de paradigma, é um pouco refutada, mas é o início de um processo extremamente importante. Teremos nele um grande sucesso”, afirmou. Diretor financeiro da UTE Norte Fluminense, Carlos Alberto Afonso deu as boas-vindas à revista.
Dentre outras entidades que estiveram presentes no lançamento da Híbrida, compareceram representantes da Ampla, AES Eletropaulo, Petrobras, Fundação Getúlio Vargas, Instituto Pereira Passos, Michelin, WEG, CAM Brasil, Sundown, Rede Globo – Projac, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Canal Energia, ASEFEX, IBECS, entre outros.


