ABVE entregou proposta ao presidente da Infraero na última quarta-feira, dia 8
09/10/08 - Bruna Dias
Documento elaborado pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) foi entregue na última quarta-feira, dia 8, ao presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Sérgio Maurício Brito Gaudenzi propondo a adoção de veículos de tração elétrica nos aeroportos, unidades de apoio e terminais de logística sob a administração da empresa. A proposta prevê aumento da eficiência energética e redução das emissões de poluentes atmosféricos e de ruído, bem como maior conforto, facilidade de operação e segurança.
Ônibus, caminhões, tratores de reboque de carga e de bagagem, aeronaves e outros veículos para transporte de pessoas e cargas, além de equipamentos de apoio como rampas, esteiras, drenagem de dejetos, abastecimento de água potável e outros são opções de modelos apresentados pela ABVE que poderiam ser substituídos por veículos elétricos a bateria.
Este tipo de transporte tem emissão zero de poluentes nos locais onde circula e alcança uma eficiência de aproximadamente 70%, percentual igual a quase cinco vezes a eficiência de veículos convencionais (14 a 18%). Ele funciona através de um ou mais motores elétricos, cuja energia é suprida por uma ou mais baterias instaladas a bordo que são periodicamente recarregadas na rede elétrica. De acordo com estudos comparativos de custos, essas substituições proporcionariam, ao longo de 5 a 7 anos, uma redução de gastos da ordem de 15 a 20%.
Para a interconexão entre aeroportos, a proposta prevê a utilização de veículo elétrico híbrido (VEH), que permite economia de combustível da ordem de 10 a 50% quando comparados com o equivalente convencional. O VEH é um veículo acionado por um motor elétrico cuja energia é suprida por um gerador e uma bateria instalados a bordo.
O termo híbrido se deve ao fato que no seu acionamento ele conta com um motor de combustão interna, usado nos veículos convencionais, e também com um ou mais motores elétricos que acionam as rodas. Com este modelo, as emissões de dióxido de carbono (CO2) são reduzidas em até 50% e as emissões de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx) são reduzidas em até 90%.

No entanto, apesar das reconhecidas vantagens do uso de veículos elétricos para a redução de emissão de poluentes, o Plano Nacional de Mudança do Clima, divulgado recentemente pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), é omisso quanto a adoção desses veículos como medida do governo brasileiro para mitigar o avanço das mudanças climáticas.
O 4º Relatório Mundial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em maio do ano passado, na Tailândia, defendeu a utilização de veículos elétricos para auxiliar na mitigação das mudanças climáticas e destacou ainda que a eficiência energética desempenha um papel importante neste cenário.



