Apesar de ser um país com enormes potenciais em alternativas energéticas em transporte, o Brasil ainda não descobriu o ônibus híbrido
17/10/07 - Antonio Ferro
Vivemos um momento mais do que oportuno para por em prática as alternativas em sistemas de propulsão veicular que não poluam, ou então, que não sejam tão agressivas ao meio ambiente. As normas mundiais que regulam as emissões poluentes estão cada vez mais severas, exigindo da indústria automobilística um eficaz esforço em apresentar uma nova cadeia tecnológica de tração veicular e conquistar simpatia perante a uma sociedade com crescente consciência em relação ao meio ambiente.
Os ônibus urbanos utilizam como principal fonte de energia em suas propulsões o diesel, combustível que ainda polui de forma considerada. Com benefícios reconhecidos, a energia elétrica (usada em trólebus) é observada em poucos sistemas de ônibus no mundo, com ênfase aos países do leste europeu. Aqui no Brasil, sua utilização é encontrada em raríssimos casos, apenas na cidade de São Paulo e região metropolitana. As principais alegações ao não uso dos trólebus são direcionadas aos altos custos da infra-estrutura, dos valores da energia elétrica em determinados horários (de pico) e a não utilização de vias exclusivas para os veículos.
Se o motor a combustão é hegemônico no setor de transportes e a eletricidade uma solução limpa, como então agregar dois opostos em um mesmo sentido? Pergunta que se transformou num desafio ao bom entendedor da área e que logo teve como resposta um conceito chamado de tração híbrida, capaz de promover baixíssimos níveis de poluição e ruídos, economia no consumo de combustível e geração própria de energia. Um ônibus elétrico independente da rede aérea, flexível como um veículo comum com a vantagem de se produzir energia a bordo e baixos níveis de emissões poluentes. Estes são os motes do ônibus híbrido.
Mas parece que o setor brasileiro de transportes ainda não percebeu essas vantagens. O modelo híbrido não se faz presente de modo satisfatório em nenhuma cidade do país. Apenas em São Paulo e na vizinha São Bernardo do Campo (berço de sua criação) pode-se encontrar algumas poucas unidades operando comercialmente. Para a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) a intensificação do uso de veículos elétricos é uma tendência mundial irreversível e o mercado desses veículos já é uma realidade em dezenas de países. A entidade, recém criada, tem como objetivo promover o uso em larga escala do veículo elétrico para o transporte limpo e eficiente de pessoas e cargas, promovendo o bem-estar geral e a preservação do meio ambiente.
Nos Estados Unidos
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Para o executivo da NYCT, o valor de um ônibus híbrido ainda é um ponto negativo quanto a sua maior operação, mas como apresenta um melhor resultado em comparação com o ônibus convencional, uma parte de seus custos é compensada com a economia de diesel. Dentro das novas tecnologias, Labouff aponta para os ultracapacitors e para as baterias de lítio como forma de melhorar o armazenamento de energia excedente em cada veículo. “Acredito que dentro de 10 anos, o ônibus híbrido representará entre 25% e 40% do mercado de ônibus urbano”, finaliza ele.
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Pela Europa
Durante a exposição Mobilidade e Transporte nas Cidades, evento paralelo ao 57º. Congresso Mundial promovido pela UITP em Helsinki (Finlândia), no mês de maio passado, o uso de tecnologias alternativas em tração, com ênfase ao sistema híbrido (diesel/elétrico ou etanol/elétrico), foi o grande diferencial para o setor de ônibus urbanos.
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Fonte: http://infobus.blog.uol.com.br/.
No VE 2007 - 5o Seminário e Exposição de Veículos Elétricos, 25 e 26 de outubro, o uso de veículos elétricos em transporte público será tema de um dos Workshops do Seminário. Confira.
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