VE 2007 mostra crescimento do interesse por veículos elétricos no Brasil
Evento caracterizou-se por várias novidades no Seminário e na Exposição, número expressivo de participantes presentes no local e acessando apresentações e debates transmitidos via Internet
05/11/07
Bastante concorrido, com transmissão Internet via stream de vídeo, contou com a presença de oito expositores, cento e cinqüenta participantes e palestrantes da indústria, concessionárias elétricas, universidades e institutos de pesquisa, além da presença internacional de Mr. Ed Kjaer, Diretor de Transporte Elétrico da SCE – Southern California e membro da EDTA – Electric Drive Transportation Association. Foi contabilizado o total de 496 acessos ao vídeo streaming nos dias 25 e 26 de outubro.

Vale ainda registrar a participação do regional de choro da Escola Portátil de Música do Rio de Janeiro, que ilustrou a palestra “Veículo elétrico e chorinho – histórias paralelas”. Além disso, o ônibus elétrico do Cenpes / Petrobras circulou com participantes, para demonstração, nas imediações do Centro Cultural da Light, causando grande interesse. Outros veículos de pequeno porte, dos expositores, puderam também ser testados pelos participantes.

Os organizadores estimam que os seguintes tópicos resumam sugestões e propostas apresentadas que contribuem para o objetivo primordial que é, com o crescimento dos VEs, aumentar a eficiência e reduzir a poluição no setor de transporte do país.
Mercado

Evento caracterizou-se por várias novidades no Seminário e na Exposição, número expressivo de participantes presentes no local e acessando apresentações e debates transmitidos via Internet
05/11/07
Em 25 e 26 de outubro, por iniciativa do INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética e ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico, foi realizado no Rio de Janeiro, no Centro Cultural da Light, o 5º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos onde especialistas e tomadores de decisão do Brasil e do exterior discutiram a evolução provável dos veículos elétricos (VE).
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Mercado
- As vendas mundiais de Veículos Elétricos Híbridos - VEH em 2007 representam cerca de 1% das vendas de veículos leves. Embora seja ainda uma participação modesta, chama a atenção seu crescimento mundial, quase 50% ao ano a partir de 1997 quando esses veículos foram introduzidos no mercado.
- Essa verdadeira revolução está sendo liderada pelos EUA onde a penetração atinge este ano 2,3% das vendas e onde há mais de 12 modelos disponíveis, com todas as grandes montadoras anunciando novos modelos elétricos. Cresce, além disso, as vendas de veículos a baterias, de menor porte, os “Neighborhood Electric Vehicles - NEV” que substituem os veículos leves em diversos usos urbanos.
- Em curto prazo, o desenvolvimento dos nichos de mercado de VEs já viáveis (veículos levíssimos e/ou pesados), juntamente com as empresas elétricas, poderá formar uma base importante de crescimento do tema no Brasil.
- Diversos novos fabricantes de VEs, de componentes e peças instalados no Brasil começam a se situar no novo mercado considerando as perspectivas da dinâmica da evolução da demanda.
- A fabricação de veículos leves no Brasil será uma conseqüência das pressões normais dos mercados globalizados e é uma questão de tempo. Ressalte-se que embora muitas montadoras tenham sido convidadas para participar do seminário, somente a FIAT mostrou um interesse muito especial neste seminário, apresentando o projeto de seu Palio Elétrico e trazendo um conjunto de técnicos para acompanharem os trabalhos.
- No setor de transporte público, onde na década de 60 foram retirados de circulação quase todos os bondes das cidades e reduzidas ou eliminadas a frota de trolebus, constata-se usos inadequados de modos de transporte e baixa adoção da tração elétrica, recomendável, principalmente para as grandes cidades, pela sua eficiência e redução de poluentes atmosféricos. Há o reconhecimento da necessidade de se considerar o custo marginal social, que inclui custos ambientais, de saúde, acidentes etc., nas decisões técnico-econômicas do transporte público.
- O interesse das concessionárias elétricas pelos VEs está aumentando com diversas iniciativas e experiências nas próprias frotas ou no desenvolvimento das frotas de clientes, pois percebem a importância deste novo mercado e das suas implicações dadas as características muito especiais da nova carga.
- Os VEH Plug-ins (veículos elétricos híbridos com maior capacidade de baterias), objeto de estudos, desenvolvimentos e testes por parte de empresas de energia e fabricantes de veículos no exterior, constituem grande potencial para disponibilidade de veículos bi ou tri-combustível, sendo um deles a eletricidade, e para aumento da eficiência energética e redução da poluição.
- A evolução das tecnologias da bateria (em termos econômicos e físicos, tais como capacidade por peso e volume) vai definir os tipos de veículos. Quanto mais baratas e efetivas, maior será a quantidade de veículos elétricos a bateria e “plug-ins”, que dependem da rede elétrica como fonte de energia.
- O aperfeiçoamento de baterias intensificou no fim do século XX seu uso para pequenas cargas (notebooks e celulares) e em seguida para uso em tração. Como a performance ainda está muito aquém dos potenciais teóricos, são esperados alguns saltos importantes dados os investimentos em pesquisa e a possibilidade de usar técnicas de última geração nos campos da física, química, nanotecnologia e engenharia.
- A discussão do tema dos VEs tende a se concentrar nos veículos leves (passageiros). Há, no entanto, diversos usos para os quais as baterias existentes (chumbo-ácidas) são adequadas, com concentração em veículos pesados (empilhadeiras e ônibus circulares) como veículos leves, a exemplo de motos, motonetas, bicicletas e outras.
- Apesar de não haver desenvolvimentos e estudos referentes a baterias mais avançadas no país, verifica-se maior disponibilidade de sistemas e equipamentos para tração elétrica, incluindo motores avançados, de ímãs permanentes e alta eficiência, inversores e controladores e desenvolvimentos na área de célula a combustível.
- Os impactos dos poluentes atmosféricos na saúde das pessoas, dos antigos e novos combustíveis, como o gás natural, não são ainda muito bem conhecidos e as pesquisas vêm mostrando algumas novidades inesperadas e indesejáveis.
- Por outro lado, alguns estudos mostram que a redução de poluentes atmosféricos e de ruído é bastante expressiva com o crescimento da participação de veículos elétricos (desde motocicletas, automóveis e ônibus) nas frotas das maiores cidades brasileiras.
- A proposição de 13 trabalhos (aprovados) sobre VEs mostra que o mundo acadêmico começa a perceber neste segmento um importante potencial de trabalho para futuros engenheiros e outros especialistas nas áreas automotiva, transporte e ambiental.
- Constata-se uma intensificação do interesse nas universidades, empresas e individuais em projetos de veículos elétricos, incluindo conversões de convencionais para elétricos a bateria, desenvolvimento de novos modelos de veículos leves, desenvolvimento de métodos e procedimentos para testes e avaliação de veículos elétricos e análises de processos de carga a partir de energias renováveis, utilizando células fotovoltaicas e energia eólica.




