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ABVE e INEE apresentam trabalhos no 23° Simpósio Internacional de Veículos Elétricos - EVS23
Simpósio e Exposição acontecem de 2 a 5 de dezembro na Califórnia
11/11/07

O EVS 23 será realizado entre 2 e 5 de dezembro deste ano em Anaheim, California, Estados Unidos. A ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico e o INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energática submeteram trabalhos visando divulgação de temas brasileiros atuais nesse evento.

O artigo Desenvolvendo o Mercado de VE no Brasil (Developing the EV Market in Brazil) proposto por Antonio Nunes Jr da ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico foi aprovado e será apresentado na Sessão Políticas Públicas, dia 4.

Resumo: Existem inovativas e bem sucedidas experiências de uso do etanol e gás natural comprimido para abastecer a frota de carros brasileira. O que podemos aprender dessas experiências para promover veículos elétricos (VEs) no Brasil? Qual é o papel do VE diante a atual febre de bioenergia?

Durante as últimas quatro décadas, avanços inovativos têm sido introduzidos nos setores de energia e automotivos brasileiros, com boas respostas do mercado.

Uma década depois do lançamento do programa do álcool (etanol) nos anos 70, como resposta à crise do petróleo e à grande dependência do país do petróleo importado, o market share de carros a etanol alcançou 85%, caindo para menos de 1% onze anos depois, com a queda dos preços do petróleo. Um novo impulso para o etanol veio em 2003, quando carros bi-combustíveis (que podem rodar com qualquer mistura de etanol e gasolina) foram lançados com sucesso e atingiram 85% de participação nas vendas em 2007.

Cerca de 240 mil conversões de carros para gás natural comprimido (ou GNV, gás natural veicular) são feitas por ano, e a frota de veículos adaptados para GNV já ultrapassou 1,5 milhão de veículos. Dois anos atrás foi iniciada a introdução do biodiesel na matriz energética.

O Brazil tem potenciais enormes para veículos muito eficientes e limpos, considerando que 85% de sua energia elétrica provém de usinas hidrelétricas, o etanol, já disponível em todo o país, pode abastecer veículos híbridos, assim como o gás natural comprimido. A despeito desses potenciais, o mercado brasileiro de veículos elétricos é ainda incipiente.

O artigo analisa as possibilidades de crescimento do uso de veículos elétricos, as barreiras que dificultam o desenvolvimento do mercado, e as alternativas para promover a adoção de veículos com tração elétrica.

Leia a íntegra do artigo Developing the EV Market in Brazil (275K.pdf)

O artigo Caminhão Elétrico Híbrido Etanol para a Indústria da Cana-de-açúcar (Ethanol-Fueled Hybrid Electric Truck for the Sugar Cane Industry) proposto por Jayme Buarque de Hollanda do INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética foi aprovado e será apresentado na Sessão Veículos/Energia, dia 4.

Resumo: O artigo descreve um projeto de um caminhão pesado elétrico híbrido a etanol (CEHA) para o transporte de cana de açúcar das plantações às destilarias. Apresenta os conceitos básicos do projeto e as vantagens a serem obtidas do seu uso.

O autor acredita que este é o melhor caminho para reduzir custos operacionais e consumo de combustível fóssil da indústria do etanol, que é principalmente devido ao transporte da cana de açúcar. Esta vantagem tende a aumentar nos próximos anos, porque a razão do consumo de combustível fóssil por unidade de etanol crescerá, em virtude do aumento das capacidades das novas destilarias para quatro ou cinco vezes maior que a atual média. Assim, as distâncias de transporte crescerão com o crescimento das áreas de colheita.

O projeto será desenvolvido em duas fases, começando com a conversão de três caminhões a diesel para CEHA, a serem usados regularmente com o objetivo de obtenção de significativos dados experimentais.

Leia a íntegra do artigo Ethanol Hybrid Electric Truck (EHET) (126K.pdf).

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