Objetivo é avaliar e estabelecer as exigências técnicas mínimas para garantir a viabilidade da solução para transporte público urbano
16/novembro/2006
Entra em operação experimental, em 2008, cinco ônibus elétricos híbridos de célula a combustível abastecidos a hidrogênio do programa do Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O programa terá um investimento da ordem de 16 milhões de dólares e visa estimular o desenvolvimento e a utilização de ônibus com célula a combustível de hidrogênio. Serão avaliadas e estabelecidas as exigências técnicas mínimas para garantir a durabilidade dos veículos para torná-los economicamente competitivos.
Os ônibus circularão, durante quatro anos, no corredor São Mateus/Jabaquara que corta cinco municípios - São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André e Mauá, totalizando 33 quilômetros de operação. Os ônibus serão do tipo padron, com 12 metros de comprimento, capacidade para 90 passageiros, piso baixo ao nível da calçada e tanque de hidrogênio na capota. Entre as vantagens estão a emissão zero de poluentes, veículos mais silenciosos que os convencionais -- com uma redução entre 20% e 30% no nível de ruído --, e maior conforto. Cada ônibus será abastecido com cerca de 40 quilos de hidrogênio para um dia de operação, circulando entre 300 e 350 quilômetros, mesma autonomia dos ônibus convencionais a diesel. A média de consumo de hidrogênio esperada é de 14 quilos de hidrogênio por 100 km.
O projeto prevê que o hidrogênio para abastecimento dos ônibus será obtido através de eletrólise, um processo em que a água, pela ação da energia elétrica, se separa em moléculas de hidrogênio e oxigênio. Essa tecnologia é bem conhecida e comercialmente disponível. Para isso, o projeto inclui a instalação, dentro da garagem da EMTU, de uma infra-estrutura completa composta de eletrolisador para produção do hidrogênio, tanques de alta pressão para armazenamento do hidrogênio e dispenser para o abastecimento dos veículos. Está inserido no programa o conhecimento necessário para o manuseio do hidrogênio e para a operação dos ônibus com essa tecnologia e capacitação de pessoal.
O objetivo é desenvolver uma solução mais limpa para o transporte público urbano no Brasil, que contribua na redução da emissão de dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio e outros poluentes na atmosfera. Esta iniciativa conta com a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), das entidades de financiamento Global Environmental Facility (GEF) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). As empresas que fazem parte do consórcio do projeto são AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, EPRI, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.



