Entrar de carro em Manhattan pode custar US$8
Plano propõe medidas para reduzir 30% das emissões de gases estufa até 2030
8/05/07 - Bruna Dias
Plano propõe medidas para reduzir 30% das emissões de gases estufa até 2030
8/05/07 - Bruna Dias
Apresentado recentemente pelo prefeito de Nova Iorque, Michael R. Bloomberg, o programa PlaNYC: A Greener, Greater New York (Planeje Nova Iorque: Uma Nova Iorque mais verde e maior) prevê, dentre outras 126 iniciativas, a implementação de um pedágio urbano em Manhattan no valor de US$8 (cerca de R$16).
Além de tentar conter o rápido avanço das mudanças climáticas, a medida também pretende tornar a cidade um modelo de metrópole sustentável. O plantio de uma milhão de árvores na próxima década e a criação de mais ciclovias e de pelo menos um parque em cada bairro da cidade também estão entre as propostas.
![]() Fonte: PlaNYC |
A expectativa é de que ocorra uma redução considerável de automóveis na cidade, contribuindo para uma diminuição de 30% nas emissões de gases estufa até 2030. Espera-se que com o pedágio seja arrecadada uma receita de US$380 milhões no primeiro ano de operação, que será revertida para melhoria e expansão do sistema viário da cidade.
Também foi apresentado um plano de transporte sustentável, com maior utilização do transporte público, aumento da eficiência dos veículos com queima de combustíveis mais limpos e redução da intensidade do dióxido de carbono (CO2) dos combustíveis. Segundo o programa apresentado por Bloomberg, os congestionamentos em Nova Iorque custam anualmente US$13 bilhões.
Uma outra iniciativa da prefeitura de Nova Iorque é a substituição de ônibus convencionais, movidos a diesel, por ônibus elétricos híbridos. O plano já está em andamento e a expectativa é de que mil ônibus elétricos híbridos façam parte da nova frota de transporte público da cidade e entrem em circulação até o final deste ano. Para conhecer as motivações desse plano e os resultados alcançados, veja a palestra de Gary LaBouff, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do NYCT - New York City Transit, realizada no VE 2006 - 4o Seminário e Exposição de Veículos Elétricos, realizado em agosto de 2006.
Pedágio urbano não é uma novidade no campo das políticas públicas
Apesar de parecer inusitada, a medida já foi implementada em outros lugares. A pioneira foi Cingapura, que adotou o projeto em 1975 para tentar reduzir os engarrafamentos na cidade. Em 1990, as cidades de Bergen e Oslo também aderiram e no ano seguinte foi a vez de Trondeheim. Em 2001, a cidade de Stavanger, na Noruega, implementou a medida e mais recentemente, em 2003, a capital londrina também participa da iniciativa. Em Londres, porém, motoristas de veículos de propulsão elétrica estão isentos da taxa.
Com uma proposta um pouco diferenciada, cidades como São Paulo, Cidade do México, Atenas e Roma adotam restrições no uso do automóvel sem, no entanto, efetuar a cobrança de tarifa para o trânsito de veículos. Em Bogotá, na Colômbia, foi implementado em 1998 um sistema de rodízio proibindo a circulação de 40% da frota nos horários de rush. Além disso, foram retirados espaços públicos de estacionamento para a ampliação de calçadas e de ciclovias, bem como a criação de transporte público entre ônibus e metrô.


