Pesquisa nacional de opinião divulgada pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), neste dia 7/12, mostra que os veículos elétricos já tem a preferência da maioria dos brasileiros. Leia íntegra.

A pesquisa feita pelo Instituto Big Data aponta que, em três anos (2017 a 2020), aumentou  de 46% para 71% o total dos entrevistados que consideram provável que seu próximo carro seja elétrico.

Já 91% declararam que gostariam de ter ônibus elétricos (ou mais ônibus elétricos) em circulação em sua cidade.

Os números indicam uma mudança sensível na percepção sobre a mobilidade elétrica, em relação aos veículos a combustíveis fósseis, provocada em parte pelo Covid-19.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas de mais de 16 anos, por telefone, em todo o país, em março de 2020, quando os números da pandemia começaram a disparar no Brasil.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo, e o intervalo de confiança, de 95% (o que significa que a probabilidade de os números estarem corretos é de 95%).

Os principais meios de transporte declarados pelos entrevistados foram: ônibus- 42%, bicicleta própria – 19% e carro próprio – 14%.

Outros responderam: aplicativo de transporte – 7%, carona de amigos e parentes – 7%, metrô – 5%, a pé – 4%, moto – 3%, trem – 1%.

AUTOS

Entre 2017 a 2020, a percepção de que carros elétricos já são “uma realidade possível” para os entrevistados (soma de “muito provável” com “um pouco provável”) saltou de 46% para 71%.

Diante da pergunta: “Qual seria a probabilidade do seu próximo carro ser elétrico?”, 33% responderam “muito provável”, 38% “um pouco provável”, 13% “não muito provável”, 30% “nem um pouco provável” e 12% “não sabe”.

Em 2017, as respostas tinham sido: 16% “muito provável”, 30% “um pouco provável”, 9% “não muito provável”, 16% “nem um pouco provável” e 4% “não sabe”.

ÔNIBUS

Em relação aos números de 2017, houve de modo geral uma piora na percepção de qualidade do transporte público por ônibus.

Aumentaram os conceitos negativos em resposta à pergunta: “qual é a primeira palavra que vêm à sua cabeça quando se fala em transporte público?”

“Péssimo” subiu de 6% para 9%, “superlotação” de 2% para 8%, “ruim” de 5% para 8%, “caos” de 4% para 7%, “precário” de 5% para 6%, “horrível” de 2% para 3%.

À pergunta sobre o melhor modal de transporte para o dia-a-dia, apenas 10% responderam ônibus (eram 19% em 2017) e 19% carros (30% em 2017).

Já a preferência pelo metrô subiu de 12% em 2017 para 29% em 2020, e pelas bicicletas, de 16% para 27%.

POLUIÇÃO

Sobre a qualidade do ar em sua cidade, 42% a consideraram regular, 29% ruim/péssima, 28% boa/ótima.

Sobre a principal causa da poluição em sua cidade, 42% apontaram os carros, 19% as indústrias, 18% os ônibus e 11% os caminhões.