Como tem acontecido desde 2019, o mercado de veículos eletrificados no Brasil bateu novo recorde de vendas no primeiro semestre de 2021.

Os 13.899 eletrificados emplacados no período representam 1,4% do total de 1.006.685 veículos comercializados no mercado interno entre janeiro e junho (números da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores-Fenabrave).

Até o primeiro semestre de 2021, junho tinha sido o melhor mês da série histórica da ABVE, com 3.507 emplacamentos, superando o resultado de maio (3.102), e 2% de participação no mercado (total de 169.589 unidades, segundo a Fenabrave).

Essa participação, porém, já foi superada pelas vendas de julho, que chegaram a um market share de 2,2%.

Os veículos eletrificados incluem automóveis + comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e elétricos 100% a bateria (BEV). Excluem ônibus, caminhões e elétricos levíssimos.

Os 13.899 veículos emplacados no primeiro semestre indicam que a meta inicial da ABVE de 28 mil eletrificados até o final do ano será superada.

As vendas deverão passar de 30 mil veículos, o que significa aumento superior a 50% sobre os 19.745 de 2020 – que, por sua vez, já tinham sido 66% superiores aos 11.861 de 2019.

A frota total de eletrificados em circulação no Brasil chegou a 56.168 veículos (2012 a junho de 2021).

O balanço do semestre indica que, embora os híbridos liderem o mercado de eletrificados, o crescimento tem favorecido todas as categorias de veículos elétricos (HEV, PHEV e BEV) – ainda que em ritmos desiguais (ver abaixo).

COMERCIAIS

Segundo o presidente da ABVE, Adalberto Maluf, um dos destaques dos números do primeiro semestre é o expressivo crescimento das vendas de comerciais leves 100% elétricos.

Só a BYD comercializou 102 furgões ET3 elétricos no período – foi o segundo modelo de BEV mais vendido no ano, superando marcas mais conhecidas.

Essa tendência confirma o aquecimento do mercado de logística e indica uma opção das empresas do setor pelo transporte elétrico sustentável, com apoio de prefeituras municipais.

“Tivemos um grande crescimento da eletrificação do transporte urbano de carga com a logística verde, de um lado, pelo trabalho das empresas que avançam suas agendas ESG (sigla de Environmental, Social and Governance) e, de outro, pela liderança de prefeituras como São Paulo e Rio de Janeiro, que promovem cidades cada vez mais sustentáveis” – disse.

Adalberto Maluf lembrou, porém, que, apesar do crescimento contínuo do mercado, o Brasil está longe dos principais mercados globais em matéria de eletrificação do transporte.

“Atingimos em junho 2% de market share e 2,2% em julho; são marcas importantes, mas a média mundial é de 4,6%, segundo a Agência Internacional de Energia – e esses 4,6% não incluem os híbridos não plug-in (HEV)” – disse.

“Portanto, temos de avançar muito mais, sob risco de o Brasil ficar para trás na corrida global pela eletromobilidade. É a indústria brasileira e os empregos do futuro que estão em jogo”.

MAIS VENDIDOS

É a seguinte a distribuição dos veículos eletrificados mais vendidos no Brasil no primeiro semestre de 2021:

Total (HEV+PHEV+BEV): 13.899.

HEV: 8.065 = 58,02% do total de eletrificados no período.
PHEV: 5.102 = 36,70%.
BEV: 732 = 5,26%.

Os híbridos elétricos não plug-in (HEV) com motor flex a etanol seguem puxando o mercado:

HEV flex etanol/gasolina: 7.263 unidades = 52,25% do total.
HEV gasolina: 801 = 5,76%.
HEV  diesel: 1 = 0,007%.