Notícia

26/06/2017

Deslocamentos compartilhados, carros autônomos e VTOLs (pequenos veículos elétricos com decolagem e aterrissagem vertical, sigla em inglês). Esse é o futuro da mobilidade urbana apresentado e sustentado pela Uber, uam empresa de tacnologia especializada no transporte privado de passageiros do mundo, fundada em junho de 2010 pelos norte-americanos Garrett Camp e Travis Kalanick, em São Francisco, na Califórnia, que tem apoio de outra gigante, a Embraer, no projeto de desenvolvimento e implantação de VTOLs para deslocamentos curtos no espaço urbano.E esse futuro não está tão distante. Em pouco mais de cinco anos, esses veículos voadores estarão em operação. Os testes do VTOL, que está sendo chamado de carro voador, mas na verdade é muito mais um helicóptero, começarão em 2020, e os voos em 2023. As primeiras cidades a receber os veículos, que poderão transportar até quatro passageiros e mais o condutor, serão Dallas (EUA) e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O projeto é desenvolvido pelo Centro de Inovação de Negócios da Embraer, com sede em Melbourne, na Flórida, e equipes no Vale do Silício e em Boston. O diretor de comunicação da Uber no Brasil, Fabio Sabba, exemplificou como o VTOL tornará um deslocamento muito mais rápido. “Do aeroporto de Viracopos, em Campinas, à avenida Paulista, em São Paulo, um Uber-X percorre 117 km em duas horas e 10 minutos. Com o VTOL, são 82 km em 18 minutos”, disse. Com o Uber-X, o custo dessa viagem é de US$ 52; com o VTOL, o preço estimado inicial seria de US$ 153. Com o passar do tempo e a popularização do VTOL, o preço cairia para US$ 50 e depois para US$ 24. Além da Uber e Embraer, outras empresas trabalham no desenvolvimento de “carros voadores”. Toyota, Airbus, AeroMobil, Terrafugia e Pal-V já projetam ou desenvolvem os veículos. A AeroMobil já faz testes. Em maio, um veículo caiu durante um voo-teste, na Eslováquia. Carros autônomos e viagens compartilhadas Enquanto os VTOLs não começam a trafegar, a Uber se concentra nos testes do carro autônomo nos Estados Unidos. A tecnologia começou a ser testada em setembro do ano passado. Porém, um acidente, no dia 24 de maio deste ano, interrompeu os testes durante alguns dias. Os carros autônomos, que vêm sendo testados por diversas empresas ao redor do mundo, prometem melhorar o trânsito e diminuir os acidentes.Bem mais real e aprovado pelos usuários é o serviço Uber Pool, de viagens compartilhadas, que começou a ser oferecido em 2014 e no ano passado chegou ao Brasil – apenas em São Paulo e Rio de Janeiro. “O Uber Pool é muito utilizado entre pessoas que não se conhecem. Em São Francisco, 50% das viagens de Uber são compartilhadas”, disse Fabio Plein, gerente-geral da Uber região Sul. Segundo Plein, apesar do interesse da empresa ainda não há previsão para o serviço ser disponibilizado em Florianópolis. Plein é um defensor da nova mobilidade urbana que se desenha para os próximos ano. “A gente vai sair do cenário das cidades feitas para carros para espaços verdes, feitos para pessoas. Vai ter impacto, as as cidades poderão investir em parques, área de convivência...”, projetou. MOBILIDADE E OS NÚMEROS DA UBER 1,2 bilhão de carros em todo o mundo 22% das emissões de carbono são oriundas dos carros Carros ficam parados 95% do tempo - em casa ou no trabalho 10% de millennials usuários da Uber venderam ou desistiram de comprar um carro Uber tem 13 milhões de usuários no Brasil; 50 milhões no mundo 5 milhões de viagens por dia no mundo são feitas pela Uber Em São Francisco (EUA), 50% das viagens são compartilhadas pelo Uber Pool No mundo, 4% de todas as viagens são compartilhadas. Em 2030, a Uber estima que serão 25% 4.000 pessoas trabalham no suporte (atendimento ao usuário) da Uber no Brasil 5 escritórios no Brasil 77 centros de atendimento aos motoristas parceiros 50 mil motoristas parceiros no Brasil

Fonte - Notícias do Dia