Notícia

17/10/2017

Um caminhão elétrico 100% desenvolvido no Brasil. O que poderia ser inimaginável há alguns anos virou realidade. A Volkswagen Caminhões e Ônibus apresentou na última semana o E-Delivery, primeiro comercial leve zero emissão de poluentes completamente desenvolvido no país. Revelado inicialmente na Alemanha, o veículo já deu as caras aqui no Brasil na FENATRAN 2017, que acontece em São Paulo, entrará em período de testes no começo do ano que vem realizando entregas da AMBEV e deve começar a ser produzido em 2020. Desenvolvido em parceria com a Eletra (empresa especializada no desenvolvimento de ônibus elétricos no Brasil), o E-Delivey é equipado com um motor elétrico de 80kW (109cv) de potência, com torque máximo de 50,2kgfm. A transmissão é automática de seis marchas. Tudo isso é alimentado por um banco de baterias de íon-lítio, que proporcionam uma autonomia de até 200 quilômetros, variando de acordo com a aplicação e a configuração do veículo. O e-Delivery estará disponível nas opções de 9 e 11 toneladas e será exportado para o mundo inteiro, principalmente para a Europa. No conceito plug-in, as baterias do veículo são recarregadas por um carregador externo padrão CCS, o mesmo utilizado em outros veículos elétricos. As baterias do E-Delivery tem um ciclo de vida de cinco anos e as recargas são feitas em média de três horas. Com o fim da vida útil, o conjunto de baterias pode ser devolvido para a Volkswagen, que reutilizará em nobreaks por mais 25 anos. As recargas também são feitas nas frenagens por meio de um sistema conhecido como Kers, sigla em inglês para sistema de recuperação de energia cinética, o mesmo utilizado em carros de Fórmula 1. Quando o freio é acionado, o motor elétrico funciona como um gerador e a energia que seria desperdiçada na frenagem é reaproveitada e armazenada no banco de baterias. Há ainda um modo de condução Eco, que reduz o consumo de baterias e otimiza a autonomia de acordo com condição de carga do caminhão. Os sistemas auxiliares, como compressor de ar, ar-condicionado, bomba de direção e de água ficam a cargo de motores elétricos independentes ao de tração, otimizando a capacidade de tração do motor principal. Eixos, suspensão, chassis, rodas e pneus seguem as características da linha Delivery, compartilhando componentes comuns com a plataforma e barateando os custos de manutenção. Ainda não há previsão de quanto o caminhãozinho vai custar.

Fonte - O Globo