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PLANO MÍNIMO DE DESENVOLVIMENTO

 

Contextualização

Sabemos que a geração e a distribuição de energia elétrica no Brasil já contam com 70% da fonte de origem hidroelétrica, muito mais limpa do que a de países que são líderes na produção de veículos elétricos (mas que não tem uma matriz energética tão sustentável como a nossa).

 

A CHINA por exemplo, embora seja o maior produtor e grande usuário de veículos elétricos tem a sua fonte energética – utilizada para produção e abastecimento dos veículos – baseada em termoelétricas, a partir da queima de carvão. Esta é uma fonte que gera muitos gases de Efeito Estufa (GEE), fato, que conflita com a adoção deste tipo de transporte mundialmente, especialmente no continente Asiático.

 

O que é o PMD – Plano Mínimo de Desenvolvimento

É o Engajamento de todos os participantes necessários do sistema de eletromobilidade e de Energia Elétrica no país em Prol da disseminação do uso de VE’s e da infraestrutura para os veículos elétricos.

O projeto visa mobilizar times de projeto e administrações municipais para a instalação de eletropostos para recarga de veículos elétricos na região em que atuam, diversificando assim a área de produtos e serviços e criando políticas públicas para a iniciativa privada garantindo o crescimento da malha de infraestrutura de recarga para veículos elétricos por todo o território nacional.

Com essa iniciativa, a ABVE recomenda maiores incentivos governamentais para os veículos elétricos, estimulando assim, ainda mais o desenvolvimento deste mercado no Brasil, contribuindo com a implantação da infraestrutura de recarga em conjunto com aplicações iniciais para os VE’s.

 

Histórico

O Brasil é um Pais de dimensões continentais, com grandes diferenças entre as regiões norte, nordeste, centro-oeste, sul e sudeste. Junte as diferenças Sociais, Econômicas e Culturais a um sistema complexo de geração, distribuição e concessão de serviços de energia elétrica teremos uma diversidade de empresas e prestadores de serviço nestas regiões pelo Brasil.

Como exemplo de presença e operação de diferentes Concessionárias de energia e operadores do Sistema Nacional de Energia (ONS) quando deliberado e regulamentado a venda de energia poderá ser feita nas diferentes regiões do pais e no caso de pós pagamento o domicilio do usuário principal e/ou o correspondente administrador de pagamento (operadora de cartão de crédito, débito ou vale energia, analogia ao Vale combustível) deverá consolidar o consumo e os valores pagos pelo usuário de veículo elétrico), mesmo que não sejam criadas opções para novos operadores e terceiros vendedores de energia. O que pode ser o mais provável no curto e médio prazo. Desta forma no início, mesmo sem a “venda” da energia, vários operadores credenciados pela ANEEL já podem prestar o serviço não havendo necessidade de pagamento da recarga ou débito das contas de consumo de Quilowatts utilizados na frota de veículos elétricos no País.

As iniciativas com Veículos Elétricos Puros (BEV) ou Híbridos Plug In (PHEV) tem ocorrido mais nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, com os primeiros produtos em teste e projetos de carro elétrico compartilhado, táxis e outros usos, concentrados em frotas privadas de empresas e aplicações de nicho. Para um uso mais popular temos sempre a situação de mercado que coloca em discussão a situação de que: “Não Há carros elétricos porque não há infraestrutura” ou “Não há infraestrutura porque não há veículos elétricos em quantidade” remetendo a situação do “ovo e a galinha”. Neste sentido projetos de lei complementar como a PLC 65 / 2014:

 

goo.gl/XyI9hC

De autoria dos Deputado Heuler Cruvinel, Deputado Onofre Santo Agostini e outros, cabendo a relatoria ao Senador Jorge Viana, tramitam no Senado e nas Câmaras tendo ocorrido já o processo de consulta pública:

goo.gl/nWeQ09

 

Coordenado pela ANEEL – Agencia Nacional Eletricidade –

goo.gl/Gkilxb

 

Sendo os resultados apresentados no Primeiro Encontro De Empreendedores da eletromobilidade, apresentações disponíveis em:

 

goo.gl/3kvrm4

E a nota emitida pela ANEEL, após consulta pública coordenada pela agência disponível em:

goo.gl/LIg1al

Na ocasião o Presidente da ABVE participou da audiência publica no senado federal:

 

https://www.youtube.com/watch?v=E5hCuykO8BM

 

Representantes da ANFAVEA, ANEEL e Concessionarias também estiveram presentes:

 

https://www.youtube.com/watch?v=g2CFChDy4SY

 

PMD

De acordo com a legislação brasileira, somente as concessionárias regularmente registradas na ANEEL podem fornecer e comercializar energia elétrica incluindo o ponto de recarga veicular. Porém todas as operadoras do país estão aptas a instalar e manter os pontos de recarga.

Por se tratar de um equipamento móvel, o veículo pode estar sujeito ao abastecimento em diferente área de concessão. Em situações de energia gratuita subsidiada, paga pelo estabelecimento ou administrador onde o eletroposto está instalado, não teríamos problemas, mas é interessante pensarem todas as formas de pagamento e comercialização futura nos mesmos moldes da venda de combustível, realizada nos postos de gasolina, pagamento em dinheiro, cartão de débito ou crédito de forma imediata sem bilhetagem. Várias empresas já estão habilitadas a operar esses sistemas.

Aliás, atualmente, por meio de algumas parcerias entre grandes redes de abastecimento e montadoras de veículos, iniciou-se a instalação de eletropostos nestes estabelecimentos, com a energia elétrica gratuita para o consumidor final,

As comissões técnicas da ABNT (CB03 CEE 069) hosteadas na ABINEE e COBEI já tem as definições preferenciais de tipo de conector (tipo 2) e identificação do usuário do eletroposte (cartão Mifare). Conectores atuais já se comunicam com o veículo para a identificação e liberação de energia nos terminais de recarga visto o SOC e demais condições de abastecimento do veículo conectado ao eletroposto.

Objetivos a serem alcançados

Criar a infraestrutura mínima para recarga de veículos elétricos;

Multiplicar o conhecimento e a familiarização com produtos e equipamentos da eletromobilidade;

Integrar soluções de infraestrutura com geração limpa, iluminação em lugares públicos e conectividade;

Prover e testar aplicativos de localização e uso da infraestrutura (eletroposto);

Ensaiar projetos pilotos de cobrança dentro das normas vigentes e estimular a oferta gratuita de recarga;

Dar acesso à população e criar monitoramento acadêmico para gerar resultados comparativos;

Disseminar a tecnologia do Veículo Elétrico e do eletroposte a todos os cidadãos das grandes cidades brasileiras, facilitando a multiplicação e replicação de iniciativas em prol da Mobilidade Limpa;

Criar condições para a implementação de Zonas M.U.V. com toda a variedade de modais elétricos: Veículos Pesados (Ônibus), Veículos Leves (Taxis, Frotistas) e Levíssimos (Motocicletas, Scooters, Bicicletas, Triciclos, veículos de serviço carga e passageiro em áreas de lazer e eventos, veículos de segurança, entre outros);

Criar a base de dados e integrar programas de navegação genéricos e das próprias montadoras para localização, reserva e uso dos eletropostes;

Mapas georeferenciados e banco de dados público para uso dos eletropostes;

Aplicativos específicos para taxis, veículos compartilhados e bilhetagem, quando regulamentado;

Teste das tecnologias de identificação do usuário dos eletropostes;

Criação de recomendação de política pública para preferência de estacionamento e posicionamento dos veículos elétricos.

Soluções e Integrações

Uma série de soluções e integrações devem ser desenvolvidas a partir da instalação da rede de eletropostes, com o intuito de garantir visibilidade, uso e retorno da instalação da infraestrutura para recarga. Com poucos veículos no início, é necessário conciliar a instalação do eletroposte com alguma forma de disponibilidade de carros elétricos, quer seja para serviços de transporte como taxi, como para veículos compartilhados. Desta forma se recomenda a instalação em áreas públicas de grande fluxo de pessoas, como repartições públicas, locais de exibição e eventos, aeroportos, rodoviárias, centro de convenções e exposições, rodoviárias vinculados ou não a projetos M.U.V.

Parques públicos e área de lazer tem um apelo mais abrangente, e por isso é necessário oferecer opções de recarga também para os veículos levíssimos, como skates, e-hover, segway, carrinhos de golfe usados para carga ou passageiro presentes nestas áreas, com aplicação de lazer ou transporte.

Grupos de manutenção e vigilância seriam os usuários primários desta infraestrutura, que poderia ser compartilhada pelo público. Nesse porte de recarga seria viável combinar uma fonte limpa como aero gerador e painéis fotovoltaicos para a recarga com baterias estacionárias para acumulo da energia para recarga destes modais.

Tipo de recarga, recarregador para cada tipo e porte de veículo.

A criação de projetos com Slogans e placas indicativas padronizadas deve ser incentivada, criando nas cidades uma identificação visual que auxiliará os proprietários e usuários dos VE’s a localizarem mais facilmente os pontos de recarga. O conceito mais moderno desta solução é o uso da tecnologia de conectividade dos smartphones, tablets e gadets embarcados nos veículos ou como uso pessoal por aplicativos.

Ferramentas públicas para mapeamento dos eletropostes devem ser uma prioridade dos atuantes neste mercado.  Algum mecanismo de confiabilidade precisa ser definido nos aplicativos abertos, como se faz hoje em aplicativos de trânsito para validar pelos próprios usuários o tipo e a disponibilidade dos eletropostos e evitar a inclusão de informações falsas indicando a disponibilidade de um eletroposto – como no exemplo abaixo:

O PMD poderá e deve ser usado para experimentar e implementar os primeiros TestBeds para exercitar e testar a infraestrutura de TI para gerenciar esta modalidade de venda e compensação entre as distribuidoras da energia elétrica comercializada por elas.

As diferentes capacidades e tipos dos carregadores também deve ser avaliada, desde o mais simples doméstico e de baixa potência, longa duração de carga até os potentes e robustos carregadores rápidos de Carga, inclusive avaliando as discussões futuros padrões de carregadores como ChaDeMo e Charge In estão propondo e são vigentes em continentes diversos mais ou menos adiantados com relação a implantação dos VE’s (Ásia, Europa e Américas)

Planos e etapas

Identificar o responsável (Key Contact) para o assunto em cada uma das operadoras e concessionárias no Brasil

Definir o mesmo para agencias e associações (ANEEL, ABRADEE entre outras)

Mapear todos os Fornecedores de soluções e equipamentos no Brasil (Além dos Associados da ABVE)

Identificar os responsáveis das principais cidades (>500K Habitantes) como potenciais projetos, instalações

Identificar Fontes de recursos e chamadas em sinergia (Ex. PPPs de iluminação Pública)

Assinatura de Convênio, acordo de cooperação: ABVE, Concessionária, Cidade e Fornecedores – PMD_0X Objetivo 50 projetos no território nacional

Identificação de instituição de ensino que fará o relatório e acompanhamento de uso de acordo com os parceiros do projeto

Identificação de Linha de apoio à pesquisa ou bolsa auxilio para os Acadêmicos envolvidos no Projeto

Idealmente vinculado a um plano de negócio e minimamente atrelado a um Projeto M.U.V.

Cronograma

Dez 2016 – Elaboração do Manual de implementação e Memorial descritivo (este documento)

Dez 2016 – Distribuição do Draft e Coleta das cartas das entidades e instituições de apoio

Jan 2017 – Contato com Prefeitos secretários e demais parceiros interessados

Fevereiro 2017 – Março 2017 – Reuniões presenciais e virtuais para definição dos projetos

Abril 2017 – Assinatura dos convênios

Maio 2017 – Reuniões de trabalho para cotação e especificação de projetos detalhados, nominação do líder de projeto para cada atividade/cidade/concessão

Junho 2017 – Eventual definição da entidade acadêmica para compilação dos resultados do PMD especifico

Julho – Agosto 2017 – Primeiras ações práticas

Setembro 2017 – Divulgação e apresentação dos melhores projetos associados a modelos de negócio e uso no VE Latam – 2º EEE e Painel Academico

Novas reuniões na rodada de Negócios