A Toyota lançará em São Paulo, no dia 19/3, o protótipo do primeiro Toyota Prius elétrico-híbrido do mundo com motor flex, que pode ser movido a etanol.

O carro iniciará um teste de mil quilômetros entre São Paulo e Brasília, acompanhado por engenheiros da Toyota japonesa e do Brasil.

Será um exemplo prático da confluência entre as tecnologias de automóveis elétricos e híbridos e a de biocombustíveis.

Toyota Prius com motor elétrico-híbrido flex: convergência tecnológica

Os testes com o Prius a etanol começaram em 2017, com apoio de técnicos da Universidade de São Paulo e Universidade de Brasília.

Foi também o resultado de um acordo entre a montadora e os dirigentes da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica).

Nos últimos meses, a Unica vinha adotando uma posição crítica em relação ao crescimento do mercado de veículos elétricos no Brasil.

A entidade, por exemplo, é contra a possível redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos.

Desde o ano passado, o governo admite reduzir o IPI de 25% para até 7%, equiparando os veículos elétricos e híbridos aos atuais carros flex 1.0, mas a decisão ainda não foi tomada.

ROTA 2030

O corte de IPI é um dos pontos principais do programa Rota 2030 que o Ministério do Desenvolvimento (MDIC) negociava com empresários do setor automotivo para substituir o programa Inovar Auto.

O Rota 2030 propõe uma série de compromissos de melhoria da eficiência energética dos veículos produzidos no Brasil.

Entre eles, medidas para contenção da poluição causada por combustíveis fósseis e incentivos aos veículos elétricos e híbridos.

Mas divergências internas no Governo Federal também adiaram o início do Rota 2030.

Como o antigo Inovar Auto venceu no dia 31 de dezembro, o país, neste momento, está sem um regime industrial para o setor automotivo.